25.9 C
Rondonópolis
sexta-feira, 29 agosto - 23:36
- Publicidade -
Publicidade
HomeTransportesVolante de ônibus da A2 Transportes se solta na mão do motorista...

Volante de ônibus da A2 Transportes se solta na mão do motorista na linha, na zona Sul de São Paulo, nesta sexta (29)


Veículo já está dentro da tolerância de ampliação de idade dada pela SPTrans e tem 11 anos de uso no sistema de transportes. Empresa diz lamentar e apura

ADAMO BAZANI

Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena

Um ônibus municipal da capital paulista representou um grande risco na manhã desta sexta-feira, 29 de agosto de 2025.

Na linha, nas proximidades do Shopping Interlagos, na zona Sul, o volante do veículo simplesmente se soltou na mão do motorista.

O Diário do Transporte recebeu imagens com a situação.

O caso ocorreu às 8h22 e envolveu o ônibus prefixo 6 8481,do tipo midi (micrão) que fazia, no momento, a linha 5018-10 Shopping Interlagos / Jabaquara, da empresa A2 Transportes.

A viação confirmou a falha mecânica ao Diário do Transporte e informou que lamenta e apura o que possa ter ocasionado o defeito.

O ônibus em que o volante se soltou

Apesar do susto, ninguém se feriu e o veículo foi controlado pelo motorista que mostrou perícia ao dirigir, acionando os freios e o sistema de embreagem nas marchas corretas.

A reportagem procurou a SPTrans (São Paulo Transporte), responsável pelo gerenciamento e fiscalização da frota dos 12 mil ônibus da cidade.

O veículo tem 11 anos de operação no sistema, dentro da tolerância de ampliação de idade de 10 anos para 13 anos concedida pela SPTrans porque as viações não estão conseguindo ampliar a frota com modelos elétricos.

Por lei municipal, até 2038, nenhum ônibus do transporte municipal de São Paulo pode emitir CO2, o que é impossível para modelos que não sejam elétricos. Por isso, que a maior parte de outras formas de energia, como o GNV/biometano, apesar de proporcionar reduções significativas não zeram as emissões deste poluente. Assim, são consideradas alternativas “de passagem, de transição”.

O dilema da cidade e de quem anda de ônibus é que desde 17 de outubro de 2022, por determinação do prefeito Ricardo Nunes, as viações não podem mais comprar veículos a diesel. Como não há infraestrutura suficiente para a meta de elétricos e as outras alternativas são apenas estudos ainda, a SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora da prefeitura, ampliou a idade máxima permitida dos ônibus de 10 anos para 13 anos. A frota tem envelhecido e itens como ar-condicionado, carregadores USB e suspensões mais macias, encontrados nos veículos mais novos, inclusive nos a diesel, ainda estão indisponíveis em parte da rede municipal.

Mesmo com o padrão Euro 6 atual dos modelos a diesel produzir reduções de emissão na ordem de 75%, Nunes não considera permitir este tipo de tração para os coletivos 0 km.

Para especialistas, este seria um dos erros da eletrificação paulistana de frota: estipular uma quantidade de ônibus elétricos sem ter infraestrutura.

Um dos exemplos anunciados por Nunes e que recebeu referências positivas é a criação de corredores verdes, que seriam eixos de grande demanda com ônibus elétricos e mudanças em infraestrutura como pontos, terminais e estações que contariam com energia solar, além de aproveitamento de água de chuva e maior área de jardinagem.

Ao anunciar, em primeira mão ao Diário do Transporte, um modelo de ônibus elétrico inédito no País com novas tecnologias para o projeto corredores verdes (Caio e-Millenium BRT), o prefeito Ricardo Nunes, revelou que o primeiro eixo que receberá o padrão será o 9 de Julho/Santo Amaro, que liga o centro à zona Sul e é, atualmente, o corredor mais movimentado da cidade. Com chassis/tecnologia BYD, estes ônibus terão um tipo de bateria mais moderno (Blade) que carregam pela metade do tempo e têm ¼ a mais de autonomia que as atuais, além de deixarem cada veículo cerca de duas toneladas mais leves e proporcionarem maior espaço interno.

O Diário do Transporte foi conhecer a produção em Campinas – Relembre:

Especialistas ouvidos pelo Diário do Transporte dizem que antes mesmo de estipular quantidade de frota, Nunes deveria ter optado pelos corredores verdes por, em geral, estarem em áreas de maior infraestrutura, utilizarem ônibus grandes disponíveis no mercado e que, pela capacidade de atendimento de cada veículo, não necessitam de frotas numericamente grandes.

Veja mais em:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaboraram Vinícius de Oliveira e Yuri Sena



Fonte

RELATED ARTICLES

Most Popular

Recent Comments