Publicado em: 31 de dezembro de 2025

Para funcionários, valores somam R$ 468 milhões, a maior fatia do custo mensal do sistema estimado em R$ 1,1 bilhão
ADAMO BAZANI
Operar ônibus em São Paulo dá um “lucro” mensal de R$ 60,7 milhões, mas cobrar impostos (em todos os níveis de governo) sobre as atividades relacionadas com os transportes públicos na capital paulista “dá mais dinheiro”: R$ 161,3 milhões.
É o que revela o estudo da SPTrans (São Paulo Transporte), gerenciadora do sistema de transportes da capital paulista, ao qual o Diário do Transporte teve acesso e que vai ser mostrado para o CMTT (Conselho Municipal de Transporte e Trânsito), na qual a autarquia deve explicar os custos de operação e manutenção e as justificativas para o aumento da tarifa, que passa de R$ 5 para 5,30 em 06 de janeiro de 2026. Para a Integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38. O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans. Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.
Relembre:
Na seção QUEM GANHA COM A OPERAÇÃO DE TRANSPORTE, os dados mostrados pela SPTrans revelam que a carga tributária de R$ 161,3 milhões sobre todos os bens adquiridos e produtos relacionados ao sistema de ônibus tem peso de aproximadamente 14% sobre o custo médio mensal dos serviços que é de R$ 1,11 bilhão todos os meses.
O lucro de R$ 60,7 milhões das empresas corresponde a aproximadamente 5% de todo o custo mensal.
A maior fatia vai para pagamento de salários, de acordo com a planilha: R$ 468, 19 milhões, ou 41% do custo mensal.
Os fornecedores de insumos, como veículos, diesel, pneus, peças, além de serviços administrativos, representam o segundo maior peso: R$ 366.46 milhões, ou 32%.
Com a operação de infraestrutura, como de terminais, por exemplo, ainda de acordo com o levantamento, o custo mensal é de R$ 84 milhões, ou 7,3%.
Veja os detalhes:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


