Publicado em: 3 de janeiro de 2026

Pagamentos devem ser mensais. Valores variam de acordo com o tipo de coletivo e são incididos nos sistemas do Vale do Paraíba-Litoral Norte e Sorocaba e região
ADAMO BAZANI
As empresas de ônibus no Estado de São Paulo vão pagar mais para a Artesp, agência que regulas os transportes, pela fiscalização e gerenciamento do sistema de transportes intermunicipais metropolitanos.
O reajuste se dá em conjunto com o aumento das tarifas e vai ser aplicado já a partir da próxima terça-feira, 06 de janeiro de 2026.
Trata-se da Resege (Receita dos Serviços de Gerenciamento e Fiscalização) cobrada em regiões onde as viações atuam como permissionárias e não como concessionárias.
Os pagamentos devem ser mensais.
Essa cobrança incide atualmente no sistema de ônibus intermunicipais no Vale do Paraíba/Litoral Norte e na região metropolitana de Sorocaba.
Os valores variam de acordo com o tipo de ônibus e podem pesar significativamente nos custos dos transportes.
No caso do Vale do Paraíba/Litoral Norte vão de R$ 405,49 para micro-ônibus de até 15 lugares até R$ 5,7mil para modelos rodoviários usados em serviços seletivos. Ou seja, se a empresa, por exemplo, tem 10 ônibus seletivos na frota, por mês são R$ 57 mil para a Artesp fazer o trabalho de fiscalização e gerenciamento. E, habitualmente, as viações possuem quantidades bem maiores de veículos.
Um ônibus convencional, tipo que compõe a maior parte da frota, paga todos os meses no Vale do Paraíba e Litoral Norte, R$ 1.170,61.
Já em Sorocaba e região, as empresas por mês vão desembolsar entre R$ 684,32 e R$ 4 mil.
Os modelos do tipo convencional, também a maior que é usada, R$ 2.043,97
Uma empresa que possui 50 ônibus, só de Resege paga 102,1 mil por mês.
Multiplicando isso pelos 12 meses do ano, o valor chega a R$ 1,2 milhão por ano, o suficiente para praticamente comprar dois ônibus básicos 0 km.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


