Ao derrubar o transfer ban na Fifa após pagar R$ 41,6 milhões ao Santos Laguna (MEX) e quitar a dívida de R$ 41,2 milhões com Matias Rojas, evitando um novo bloqueio na entidade, o Corinthians voltará agora as atenções a outra dor de cabeça financeira importante: Rodrigo Garro.
O clube do Parque São Jorge aguarda a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS) depois de ser condenado pela Fifa a pagar ao Talleres 3,6 milhões de dólares (cerca de R$ 19,3 milhões em valores atuais) e outra indenização de 722,4 mil dólares (algo em torno de R$ 3,8 milhões), que estão sob juros de 18% ao ano de janeiro 2024 até a data de pagamento.
Na visão do clube argentino, a dívida está atualmente em 7 milhões de dólares (cerca de R$ 37,6 milhões). Segundo apurou a ESPN, o Corinthians deve procurar o clube de Córdoba para iniciar as conversas por um acordo, tentando evitar um possível novo transfer ban.
Um “reforço” alvinegro, entretanto, poderá ajudar a destravar as conversas entre Corinthians e Talleres, que atingiram níveis elevados de tensão durante a reta final da gestão de Augusto Melo.
Novo executivo de futebol do Timão, Marcelo Paz foi elogiado por Andrés Fassi, presidente do clube argentino, em contato exclusivo com a ESPN.
“Fico muito feliz que uma instituição tão importante como o Corinthians esteja contratando pessoas preparadas, honestas e com visão”, disse Fassi.
“Eles não são responsáveis pelos enormes descumprimentos de contrato que o clube teve com o Talleres. Espero que possamos receber o que nos é devido e continuar trabalhando juntos como instituições”.
O dirigente do clube argentino foi citado em tom elogioso pelo próprio Marcelo Paz durante a entrevista de apresentação do executivo, na última sexta-feira.
“O presidente do Talleres é o Andrés Fassi, um dirigente histórico, que tem um comando bem forte”, disse Paz, que evitou detalhar os avanços nas conversas pela dívida em torno do meia Garro.
“Esse é um assunto administrativo, então não me cabe aqui, neste momento, falar qual é o tamanho da dívida. O que eu tenho certeza é que o Corinthians está com muita boa vontade de quitar tudo, dentro de uma responsabilidade. E aí a gente conta muito com toda a rede de apoio que tem o clube para gerar receita. O Corinthians tem que gerar mais receita com suas ações. Mas como é um assunto administrativo ainda, prefiro não me aprofundar. Não é uma área que vai ser eu quem vai lá trabalhar para resolver. Está sendo bem conduzida”.


