Publicado em: 30 de janeiro de 2026

Autorização ambiental permite a energização da linha e marca nova etapa para início da operação do monotrilho na Zona Sul de São Paulo
ALEXANDRE PELEGI
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) recebeu a Licença Ambiental de Operação (LAO) para a Subestação Elétrica Bandeirantes e para o Ramal Aéreo Consumidor da Linha 17-Ouro do monotrilho. A autorização é fundamental para a energização do sistema, condição necessária para a realização dos testes finais e para a futura operação comercial da linha.
A licença foi concedida pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), por meio da Licença Ambiental de Operação nº 01/CLA-SVMA/2026, com validade de 10 anos. O ato consta do Diário Oficial do Estado de São Paulo desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
O que é a Licença Ambiental de Operação (LAO)
A Licença Ambiental de Operação é a etapa final do licenciamento ambiental. Ela autoriza o funcionamento efetivo de uma infraestrutura ou empreendimento, atestando que as exigências ambientais definidas nas fases anteriores — Licença Prévia (LP) e Licença de Instalação (LI) — foram cumpridas.
No caso da Linha 17-Ouro, a LAO permite a operação da subestação elétrica e do sistema de alimentação, viabilizando a energização da via, dos trens e dos sistemas auxiliares. Sem essa licença, o monotrilho não pode operar, mesmo que a infraestrutura física esteja concluída.
Linha 17-Ouro: histórico e características
A Linha 17-Ouro é um monotrilho elevado concebido para reforçar a mobilidade na Zona Sul da capital paulista, com papel estratégico de ligação ao Aeroporto de Congonhas e integração com outras linhas de alta capacidade do Metrô e da CPTM.
O projeto prevê aproximadamente 7,7 km de extensão e oito estações, conectando-se à Linha 9-Esmeralda da CPTM e à Linha 5-Lilás do Metrô. A tecnologia de monotrilho foi escolhida por demandar menor área de implantação no viário urbano e permitir operação silenciosa e totalmente eletrificada.
As obras da Linha 17 tiveram início ainda na primeira metade da década de 2010, mas passaram por longos períodos de paralisação, revisões contratuais e mudanças de escopo. Nos últimos anos, o empreendimento entrou em fase de retomada mais consistente, com avanço na implantação dos sistemas, trens e subestações.
Com a emissão da Licença Ambiental de Operação para a infraestrutura de energia, a Linha 17-Ouro avança para uma fase decisiva. A energização permite a ampliação dos testes dinâmicos com trens, simulações operacionais e validação dos sistemas de segurança.
A expectativa do governo estadual é que a linha entre em operação de forma gradual, inicialmente em operação assistida, após a conclusão dos testes obrigatórios e das certificações técnicas. A previsão mais recente aponta para início do atendimento ao público ao longo de 2026, condicionado ao desempenho dos testes e ao cumprimento do cronograma operacional.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


