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Se prefeituras soubessem trabalhar melhor com fretamento, haveria ganhos na arrecadação e infraestrutura, diz especialista


Para consultor, definição de regras e limitações é importante, mas não ao ponto de desestimular uma atividade que pode representar lucros para os cofres públicos
ADAMO BAZANI
Frequentemente surgem notícias que mostram prefeituras, ainda mais em estâncias turísticas, impõem normas severas sobre a circulação e estacionamento de ônibus e vans de fretamento.
As medidas são sempre polêmicas,  normalmente com moradores favoráveis,  mas o comércio,  hotelaria e turistas declarando que foram prejudicados.
Para o consultor em transportes coletivos privados, Washington Belfort Souza, o que tem faltado em boa parte das prefeituras é capacitação técnica e bom senso nas decisões.
Radicalismo nunca é bom. Com o fretamento e o turismo,  também não.  É verdade que deve haver regulamentação,  mas isso não pode significar tornar uma atividade importante quase impraticável”, defendeu.
Para o especialista,  antes de qualquer medida todas as partes devem ser ouvidas.
A consulta a todos os envolvidos,  moradores,  hotelaria,  comerciantes, operadores de transportes, entre outros, não deve ser para tomar a opinião de cada parte.  Isso todo mundo já sabe.  Deve ser para construir soluções juntas e personalizadas, para cada realidade. Todos cedendo um pouco e todos ganhando muito” – opinou.
Segundo o consultor, se prefeituras soubessem trabalhar melhor com fretamento,  haveria ganhos na arrecadação e infraestrutura.
Muitas vezes,  a escolha ou não de um grande grupo de turistas para optar se vai para cidade X ou Y leva em conta também a facilidade de acesso do fretado. Não é inteligente abrir mão dessa arrecadação, direta e indireta por pura falta de bom senso”
O especialista é a favor de restrições,  mas com contrapartidas.
Aí que poderia haver os ganhos de infraestrutura.  A prefeitura permitir ou até exigir, dentro dos parâmetros legais, que a própria rede hoteleira e operadores de transportes construam recuos, modernizem áreas que possam virar bolsões de estacionamento,  criem convênios e até miniterminais. Muita coisa é possível”, diz

Se o fretamento contínuo pode ajudar na mobilidade urbana, tirando carros das vias de um público que dificilmente hoje migraria para o transporte coletivo nas atuais condições, o fretamento eventual pode se tornar um aliado ao turismo em suas várias versões: lazer, ecológico, religioso, de negócios, de saúde, de estudos, eventos… enfim, há muita oportunidade sendo perdida”, finaliza.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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