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Eletromobilidade também virou “duelo” de design entre as duas principais encarroçadoras de ônibus urbanos


Com linhas diferentes, Attivi da Marcopolo e Caio e-Millennium BRT propõem modernidade e a mensagem de uma nova era nos transportes

ADAMO BAZANI

Além de redução da poluição sonora e atmosférica, a eletrificação tem trazido um aspecto interessante, não obstante seus entraves de avanço no Brasil por causa de limitações de infraestrutura e financiamento: a inovação e qualificação do design dos ônibus urbanos, que ganharam versões exclusivas para os elétricos.

As duas principais encarroçadoras de ônibus urbanos no Brasil, Caio, de Botucatu (SP); e Marcopolo, de Caxias do Sul (RS); atualmente apresentam dois modelos de grande porte que são exclusivos para tração elétrica: o e-Millennium BRT, no caso da fabricante paulista, e o Attivi, produto da empresa gaúcha. As versões podem encaroçar hoje as principais marcas que fornecem chassis e sistemas tecnológicos: BYD, Eletra, Mercedes-Benz, Volvo, Volkswagen, Scania – enfim, a que tiver configuração para o porte disponível.

Ambos têm linhas diferentes, mas propõem modernidade e sensação de uma nova era nos transportes.

Os passageiros, gestores de transportes, operadores, políticos e a opinião pública em geral têm valorizado cada vez mais a imagem.

Não basta ser moderno, tem de passar a mensagem de que a mobilidade está evoluindo.

Atual sociedade não somente está mais “estética”, como tem dado valor à experiência, à sensação.

E neste sentido que trabalharam, cada qual com sua característica, as encarroçadoras em ambos os modelos.

O Diário do Transporte conheceu de perto os dois modelos nas versões “superarticulada”, de 23m de comprimento, no caso do e-Millennium BRT que vai rodar no projeto de Corredores Verdes da Capital Paulista, e articulada de 21m e biarticulada de 28 m, para o sistema de BRTs de Goiânia.

O modelo de São Paulo que a reportagem verificou está sobre chassis/tecnologia BYD e o de Goiás tem chassi/tecnologia Volvo.

As sensações visuais são diferentes entre ambos, apesar de também terem pontos em comum.

Mas em ambos, foi possível assimilar a ideia de modernidade, de inovação, do recado: “você não está somente num ônibus novo, mas num ônibus moderno”.

Isso é fundamental porque veículo novo é simplesmente um 0 km. Moderno é mais que isso. É disrupção, é avanço.

As preferências estéticas são de cada um.

Mas é interessante saber que as encarroçadoras, apesar de não fabricarem diretamente o que faz o ônibus não ser poluente nas operações locais, se engajaram na eletrificação e aceitaram o desafio de ir além de adaptar estruturalmente um coletivo para receber as baterias e equipamentos.

Ambas fazem outros modelos para este segmento, como o Caio e-Millennium e o Marcopolo Torino Elétrico. São exclusivos e já inovadores, mas Attivi e e-Millennium BRT nascem para mostrar que eletrificação pode ir além de não poluir nas operações, o que já seria por si só um grande trunfo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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