23.3 C
Rondonópolis
terça-feira, 3 fevereiro - 23:08
- Publicidade -
Publicidade
HomeTransportesPolícia Civil de São Paulo identifica e impede ataques que ocorreriam na...

Polícia Civil de São Paulo identifica e impede ataques que ocorreriam na Avenida Paulista nesta segunda (02) e também tinham ônibus e estações de Metrô como alvos


Doze suspeitos de integrarem a ação criminosa, entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos. A maior parte destes jovens foi localizada nas cidades de São Paulo, Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu

ADAMO BAZANI

Colaborou Yuri Sena

A Polícia Civil de São Paulo diz que conseguiu identificar e impedir ataques que ocorreriam nesta segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, por volta de 14h, na Avenida Paulista e região.

Ônibus do transporte coletivo urbano e estações de Metrô estariam entre os alvos.

A Polícia mantém um monitoramento constante sobre possíveis ameaças contra o transporte público e qualquer planejamento de ações contra ônibus, trens, metrôs, estações e terminas pode ser identificado, acarretando em prisões.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, doze suspeitos de integrarem a ação criminosa, entre 15 e 30 anos, foram identificados e conduzidos para prestar esclarecimentos.

A maior parte destes jovens foi localizada nas cidades de São Paulo, Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu, todas no Estado de São Paulo.

Com um destes suspeitos foram encontrados simulacros de armas de fogo.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, estes integrantes de um grupo virtual, que usavam o aplicativo de mensagens Telegram, planejavam o uso de bombas caseiras e coquetéis molotov como forma de “manifestação” sem pauta definida, apenas com o objetivo de causar pânico e incitar a violência.

Os possíveis ataques foram identificados pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, com apoio da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber).

“Foi um grande trabalho de antecipação do Núcleo de Observação e Análise Digital da polícia. Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda” disse o secretário estadual de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em entrevista coletiva. “A manifestação era uma forma de tumulto, sem pauta nenhuma e conseguimos, com o trabalho de inteligência, impedir este crime”, disse o secretário, em nota.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, explicou que policiais civis se infiltraram no grupo de mensagens de São Paulo que tinha cerca de oito mil participantes. Inicialmente, os investigados disseram ser uma “mobilização aleatória”, uma espécie de “brincadeira” ou “jogo virtual”.

Mas para a Polícia pode se tratar de uma defesa premeditada em caso de prisão e supostas motivações já estão sendo investigadas.

Para o delegado, a pauta era um tanto quanto absurda

OUÇA:

O pessoal fala que é da geração Z, mas eles não tinham uma pauta específica, a manifestação era contra governos, seja ele de direita, de esquerda, de centro, eles não tinham exatamente contra qual governo eles queriam reivindicar. Eles querem a chamada liberdade, eles não querem ser governados por ninguém. Uma pauta um pouco absurda, mas a gente observa isso nas redes sociais. E o número de mobilização de pessoas nos aponta, mais ou menos, que teria aí uma boa quantidade, centenas ou até milhares de pessoas, haja visto só no Telegram, no grupo de São Paulo, eram oito mil participantes.

Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados, inclusive contra os ônibus e as estações.

Apesar de a ação premeditada incialmente ser em São Paulo, trata-se de uma rede nacional que planejava ataques em outros estados, como Rio de Janeiro inclusive, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

As investigações apontaram que o grupo monitorado integra uma rede de alcance nacional, com mais de 7 mil participantes, para discussão de ações violentas em diferentes regiões do país. Apesar da abrangência, foi identificada uma concentração significativa de mobilização nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Na capital paulista, a comunidade virtual reunia quase 600 integrantes e era usada como principal espaço de organização do ataque planejado para a Avenida Paulista. Durante semanas, os participantes compartilharam vídeos e instruções detalhadas sobre a fabricação e o lançamento de artefatos explosivos improvisados.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou Yuri Sena



Fonte

RELATED ARTICLES

Most Popular

Recent Comments