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Emplacamentos de ônibus começam 2026 com expressiva queda. Eleições despertam otimismo, mas revogação do Caminho da Escola é ponto de alerta


Dados foram divulgados nesta terça-feira (03) pela Fenabrave. Mercedes-Benz obtém mais de 50% de participação de mercado. Chinês da Piracicabana entrou no ranking

ADAMO BAZANI

O ano de 2026 começa com elevada retração no mercado de ônibus.

O balanço foi divulgado nesta terça-feira, 03 de fevereiro de 2026, pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), entidade que reúne as concessionárias e revendedoras autorizadas.

Em janeiro de 2026, foram licenciadas 1.675 unidades, número 23,55% menor que o volume de 2.191 ônibus emplacados no primeiro mês de 2025.

Em relação a dezembro de 2025, quando foram licenciados 2.549 coletivos, a queda foi de 34,29%.

Apesar do início negativo, há estimativas positivas, mas um ponto de alerta.

O otimismo ocorre por causa das eleições, período considerado habitualmente favorável para a renovação de frota. Ônibus novo “anima” o eleitor e os políticos até chegam a obrigar os empresários a antecipar as compras de coletivos novos.

O ponto de alerta foi noticiado em primeira-mão pelo Diário do Transporte: a revogação da licitação para a compra do novo ciclo do programa do Governo Federal Caminho da Escola, que previa a possibilidade de aquisição de cerca de 7,5 mil coletivos de 13 modelos diferentes.

A revogação ocorre, segundo o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), para adequar concorrência a nova lei de isenções. Um novo edital, segundo a pasta, só será publicado após estudos e pesquisas, o que ainda não tem data. A licitação, que tem o objetivo de promover a inclusão escolar, é bilionária, além de ser considerada esperança para a indústria brasileira de ônibus pelo alto volume em compras praticamente certas.

Relembre:

MARCAS:

No ranking das marcas, Mercedes-Benz lidera com mais de 50% de todos os chassis emplacados no mercado nacional, seguida de Volkswagen e da Marcopolo, por causa dos micro-ônibus licenciados integralmente.

Lembrando que os emplacamentos contabilizam as empresas que “faturam” os ônibus que, em geral, são produzidos em “duas etapas”, chassis e carrocerias.

Assim, Mercedes-Benz, Volkswagen, Volvo, Scania, Iveco, etc, recebem carroceria de fabricantes como Marcopolo, Caio, Busscar, Mascarello, Irizar, Comil, entre outras.

A Induscar, que é a razão social da Caio, aparece no ranking mesmo sendo encarroçadora, mas neste caso é que a empresa fatura os ônibus elétricos com tecnologia nacional Eletra, de São Bernardo do Campo (SP).

Aparece no ranking a unidade de um ônibus elétrico chinês da fabricante CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), licenciado pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, da família do fundador da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira.

O Grupo Comporte é sócio majoritário na concessão da construção e operação do TIC (Trem Intercidades) entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, que engloba a linha 7-Rubi de trens metropolitanos, em parceria com a fornecedora de trens CRRC.

Esta parceria rendeu outro fruto: a importação de cerca de 90 ônibus elétricos da chinesa CRRC, com uma unidade apresentada em Santos, no litoral paulista, e a maioria indo para o sistema de transportes do Distrito Federal, todos operados pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte.

Relembre:

Posição/Fabricante/Quantidade/Participação no Mercado:

1º Mercedes-Benz:  882 – 52,66%

2º Volkswagen Caminhões e Ônibus:  339 – 20,24%

3º Marcopolo (Volare):  223 – 13,31%

4º Iveco: 169 – 10,09%

5º Volvo:  31 – 1,85%

6º SCANIA: 15 – 0,90%

7º AGRALE: 12 – 0,72%

8º INDUSCAR (elétricos com Eletra): 2 -0,12%

9º CRRC:1 – 0,06%

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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