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Eletra para a Metrópole Paulista


Primeiras unidades começaram a ser entregues nesta semana. Produzidos em São Bernardo do Campo (SP), veículos substituem ônibus de grande porte a diesel que já tinham até passado da idade máxima regular

ADAMO BAZANI

A capital paulista começa a receber um novo modelo de ônibus elétrico “superarticulado” com tecnologia brasileira, de 21,5 metros de comprimento e capacidade para 146 passageiros cada um, sendo 50 sentados, 94 em pé e duas cadeiras de rodas ou espaços para cão-guia.

O modelo tem todo o sistema de eletrificação desenvolvido e implantado pela Eletra, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, e foi aprovado pela SPTrans (São Paulo Transporte), da prefeitura, após diversos testes.

A compra inicial é de 27 unidades que vão operar na zona Leste, pela Viação Metrópole Paulista, em linhas de grande demanda, em substituição aos ônibus de porte semelhante a diesel, alguns que já ultrapassaram a idade regular de 10 anos prevista em contrato, mas, que por falta de infraestrutura suficiente para mais elétricos, tiveram a tolerância ampliada, podendo rodar com até 13 anos.

As primeiras entregas já começaram nesta semana em uma das garagens da Metrópole Paulista.

O modelo possui ar-condicionado com saídas individuais; piso baixo com rampa para acessibilidade de pessoas com restrições de locomoção;, tomada USB para recarga de celulares e outros dispositivos móveis; vidros colados com tratamento de proteção contra raios ultravioleta do sol; letreiros eletrônicos e luzes de led em faróis, lanternas e na iluminação interna.

Ainda integram a tecnologia brasileira funcionalidades e itens como controle de tração; controle dos sistemas auxiliares e do ar-condicionado; sistema de regeneração de energia que gera eletricidade nas frenagens e desacelerações carregando uma parte das baterias em movimento; programa computadorizado que regula, gerencia e monitora todos os sistemas elétricos; e módulo de refrigeração geral de água.

Essa tecnologia de regeneração é usada em veículos elétricos modernos e foi desenvolvida na Fórmula 1.

Mais unidades serão compras pelas empresas da capital paulista.

Os veículos possuem tecnologia Eletra, plataformas Mercedes-Benz, baterias WEG e carrocerias Caio, todos estes itens feitos no Brasil.

Planilhas oficiais da SPTrans mostram que a operação de ônibus elétricos pode ser 65% mais barata por quilômetro que o óleo diesel. Como os elétricos duram mais que os modelos a combustão, ao longo de toda a vida útil, estes modelos são financeiramente mais vantajosos, mostram as planilhas.

Relembre:

Este tipo de modelo de grande porte pode ser mais vantajoso ainda. Isso porque, mesmo sendo mais caro, o preço é compensado pelo maior rendimento das baterias e maior capacidade de transportes de cada veículo.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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