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Chineses tomaram o que era nosso, estamos tentando reagir (VÍDEO)


Ônibus no sistema de Santiago, do Chile. Modelos a diesel que são brasileiros estão saindo e no lugar entram elétricos chineses

Declaração é do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em evento do “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura”

ADAMO BAZANI

O Brasil com a eletrificação está perdendo destaque no mercado mundial de ônibus e se não reagir agora, poderá perder a posição de um dos maiores produtores globais de veículos de transportes coletivos.

Esta posição já tem sido tirada do Brasil principalmente pelos chineses, que lideram mundialmente o mercado de ônibus elétricos.

A opinião é do presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômici e Social), Aloizio Mercadante, em abertura do Seminário “Superciclo de Investimentos em Infraestrutura”, que ocorreu nesta segunda-feira, 09 de fevereiro de 2026, no Rio de Janeiro.

O que Mercadante disse, o Diário do Transporte constatou em 2025 em viagens para os sistemas de ônibus urbanos de Bogotá, na Colômbia, e de Santiago, no Chile. Mercados que antes eram majoritariamente tomados por modelos brasileiros, na era do diesel, agora são tomados por marcas chinesas na era da eletrificação.

“O BNDES hoje é o maior financiador de ônibus elétricos na América Latina. Esse é um grande desafio. Metade dos ônibus que circulavam na América Latina eram produzidos pela indústria brasileira. Nós perdemos esse mercado. Os chineses chegaram com ônibus elétricos e ocuparam aquilo que era a nossa indústria. Nós estamos tentando reagir e voltar com ônibus elétricos” – disse Mercadante no evento, que reunião também o ministro das Cidades, Jader Filho; ministro dos Transportes, Renan Filho; e grandes empresas dos segmentos de infraestrutura, energia, rodovias e indústria automotiva, como Motiva (CCR), Acciona e Eletra Industrial.

Segundo Mercadante, o Brasil tem indústrias que produzem ônibus elétricos e podem atender demandas crescentes.

“O Brasil é o segundo país que mais anda de ônibus, que o povo mais anda de ônibus no planeta. Nós temos escala, nós temos demanda, nós temos mercado, temos uma indústria pujante. E nós estamos financiando uma grande reestruturação da indústria automotiva, principalmente o carro híbrido, que é a nossa vocação, etanol e elétrico, que tem o dobro da capacidade, da autonomia e é mais descarbonizante. E impulsionando ônibus elétricos, já temos algumas fábricas no Brasil.” – falou o presidente do banco ao citar que o BNDES, apenas para a capital paulista, liberou recursos para a compra de ônibus elétricos.

No Seminário, foi citado que o Governo Federal e setor privado projetam até R$ 400 bilhões em concessões, miram universalização do saneamento e estimam R$ 1 trilhão no Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) até 2033.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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