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Prefeitura do Rio de Janeiro assina formalmente contratos com o Grupo Comporte para operação de linhas de ônibus em Campo Grande e Santa Cruz


Ônibus da Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, na cidade de Praia Grande, no litoral Sul do Estado de São Paulo

Documentos de habilitação receberam aprovação nesta terça-feira (10). Na sexta-feira (06), propostas econômicas já haviam sido aceitas. Lote “da Sancetur” não teve oferta e terá nova licitação. Concorrência deve ter mais surpresas

ADAMO BAZANI

A Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro concluiu nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, as análises dos documentos da primeira fase da licitação do sistema de ônibus e declarou formalmente a Comporte Participações (Grupo Comporte) vencedora da operação de dois lotes de linhas locais nas regiões de Campo Grande e Santa Cruz, denominados de A2 e B2.

O Grupo Comporte, liderado pela família de Constantino de Oliveira (fundador da GOL Linhas Aéreas e que possui mais de sete mil ônibus em diversas empresas no Brasil, além de concessões metroferroviárias), não é original do Rio de Janeiro e a licitação tem sido vista como oportunidade de viações que não são do Estado entrarem no sistema da capital fluminense.

Como mostrou o Diário do Transporte, na sexta-feira (06), o poderoso conglomerado surpreendeu parte do mercado de mobilidade e apresentou propostas. Os valores já foram conhecidos no mesmo dia: A oferta foi de R$ 11,53 para a área B2, que tem no edital como teto R$ 11,74. Já o lance de R$ 9,94 foi para o lote A2, cujo teto é de R$ 10,11. Não se trata da tarifa que será paga pelo passageiro, que continua a do sistema, hoje em R$ 5,00, mas é o que a empresa vai receber por quilômetro operado.

Relembre:

Mas nem todos no segmento de transportes foram pegos de surpresa.

O Diário do Transporte apurou que a participação do conglomerado empresarial causou desconforto entre os operadores de transportes que já atuam na cidade e não era esperada por grande parte do mercado, muito embora, em 31 de janeiro de 2026, reportagem de apuração de Adamo Bazani mostrou que este ano deve ser de avanço do Grupo Comporte, que já havia solicitado ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça, aval para incorporar as empresas rodoviárias Reunidas Paulista e Expresso Fênix.

Relembre:

Já para o lote de linhas estruturais B1, destas mesmas regiões, justamente o operado pela empresa paulista Sancetur, da família Chedid, não houve interessados.

A prefeitura deve lançar novamente a concorrência para este lote.

A licitação divide todo o sistema de ônibus comuns (com exceção do BRT, que é operado pela própria prefeitura em 34 lotes, dos quais 22 estruturais e 12 locais. O cronograma é que o processo de concessão, de forma escalonada, vá até 2028.

Relembre:

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o Diário do Transporte trouxe uma entrevista com a advogada especializada em riscos jurídicos e empresariais, Liana Variani e, entre os assuntos está a licitação do sistema de ônibus da capital fluminense.

A concorrência é vista como oportunidade de grupos empresariais de diferentes partes do País com capacidade de investimento e expansão tentarem operar um dos principais sistemas de transportes do Brasil, há décadas atendido pelas mesmas famílias.

Além de Comporte na licitação e da Sancetur nas linhas de forma provisória, outros “novos” nomes no Rio de Janeiro podem surgir.

Liana Variani disse que grupos com capacidade de investimentos devem sim achar oportunidades e tentarem expansão, mas é necessário avaliar riscos jurídicos, econômicos e até políticos.

Os motivos pelos quais os empresários locais estão tentando alegar para esvaziar o certame em outros lotes, apontando desvantagens econômicas, contratuais e jurídicas, não devem ser desprezados e não só vistos como “choradeira”

Relembre:

A participação do Comporte na licitação e da Sancetur na aquisição direta de operação causou, no mínimo, uma posição desconfortável dos atuais empresários de ônibus do Rio de Janeiro, como apurou o Diário do Transporte.

O desconforto se dá porque, na visão dos empresários “nativos” do Rio de Janeiro, as condições de contratos seriam desfavoráveis para, num primeiro momento, os operadores e, depois, para a própria população porque no decorrer do período não se sustentariam, o que levaria a uma degradação do sistema e serviços.

Remuneração e exigências técnicas estariam, de acordo com os empresários, entre os pontos mais sensíveis que causariam insegurança jurídica e econômica.

O discurso estava pronto para a população e imprensa: as regras seriam tão insustentáveis que ninguém teve condições de participar.

Mas com o poderoso “Comporte”, a narrativa foi desmantelada.

Oficialmente, o Rio Ônibus não se pronunciou sobre o resultado da licitação.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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