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ViaMobilidade (Motiva e Ruas) é a única a participar do leilão para assumir as operações da Supervia no Rio de Janeiro


Concessão é por cinco anos que pode ser ampliada para mais cinco. Desconto foi só de 0,06%

ADAMO BAZANI/VINÍCIUS DE OLIVEIRA

A ViaMobilidade, formada pela Motiva – antiga CCR (80%) e pelo grupo de ônibus paulista RuasInvest (20%) foi a única a oferecer proposta no leilão para assumir as operações dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro por cinco anos prorrogáveis por mais cinco no lugar da Supervia, que possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui. Como mostrou o Diário do Transporte, a SuperVia comunicou em 07 de junho de 2021, que havia entrado com pedido de recuperação judicial. A empresa possuía, na ocasião, dívidas de R$ 1,2 bilhão. Em 26 de novembro de 2024, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia assinaram um acordo que permitiu a transferência de concessão. – Mais abaixo veja todo o histórico.

O leilão ocorreu na tarde desta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, na 6ª Vara Empresarial do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

O principal critério foi o maior desconto sobre a tarifa de remuneração de R$ 17,60 por carro/quilômetro, conforme o edital. O desconto foi só de 0,06%.

Toda documentação será analisada para assinatura do contrato.

Esta remuneração passa a ser por serviço prestado (quilômetro rodado, frota e fator de utilização). Atualmente, o modelo é por passageiro transportado.

O contrato é de, aproximadamente, R$ 660 milhões. A malha atende a cerca de 270 mil passageiros por dia em 12 municípios do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Capital): estações centrais, zona norte e zona oeste (como Deodoro, Bangu, Santa Cruz, Madureira), Duque de Caxias: Ramal Saracuruna, Nova Iguaçu: Ramais Japeri e Deodoro, Japeri: Ramal Japeri,Belford Roxo: Ramal Belford Roxo, Queimados: Ramal Japeri, Paracambi: Ramal Japeri, Nilópolis: Ramal Deodoro/Japeri, Mesquita: Ramal Deodoro/Japeri, São João de Meriti: Ramal Belford Roxo, Magé: Ramal Vila Inhomirim (extensão da linha Saracuruna), Guapimirim: Ramal Guapimirim (extensão da linha Saracuruna). A rede é dividida em 5 principais ramais (Santa Cruz, Deodoro, Japeri, Belford Roxo, Saracuruna) e ramais de extensão.

HISTÓRICO:

Como mostrou o Diário do Transporte, em 26 de novembro de 2024, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a SuperVia assinaram um acordo que permitiu a transferência de concessão das linhas de trens metropolitanos para uma nova empresa.

Relembre:

A medida foi o primeiro passo oficial para a saída definitiva da atual concessionária, em recuperação judicial e se que queixava de desequilíbrio econômico e até ingressou na Justiça pedindo indenizações que somam R$ 1,2 bilhão, como noticiado em 14 de maio de 2024, o Diário do Transporte.

Relembre:

Pelo acordo, a SuperVia continua operando até o fim da transição.

No dia 16 de dezembro de 2025, o governador Cláudio Castro informou que o leilão para escolher uma nova operadora foi marcado para 27 de janeiro de 2026.

De acordo com a modelagem desenvolvida, a previsão de autorização por cinco anos, prazo que poder ser estendido por igual período.

Ainda segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a remuneração da nova empresa foi contemplada ser por quilômetro rodado e não mais pela quantidade de passageiros.

Em nota, a gestão estadual trouxe um balanço de investimentos públicos na transição.

Ao longo do período de transição, o Governo do Estado investiu R$ 160 milhões na melhoria do sistema ferroviário, a partir do acordo da PGE (Procuradoria Geral do Estado). O objetivo foi manter os serviços e garantir que a mudança ocorra com tranquilidade e sem prejuízo para os usuários.

 Um dos principais investimentos feitos foi a substituição de 40 km de cabos de cobre por alumínio, diminuindo a atratividade pelo material e, consequentemente, os casos de furto. No primeiro semestre de 2025, foram registradas 225 ocorrências, contra 450 no mesmo período do ano passado. Além de reduzir o número de ocorrências em 50%, a iniciativa também melhora a confiabilidade na operação dos trens, aprimorando a performance da rede aérea e da sinalização.

 Houve ainda a reintegração ao sistema de cinco trens que estavam afastados para manutenção após ocorrências, incluindo vandalismo. Nas composições, foram implementadas medidas com tecnologia antivandalismo, a partir da troca de mais de 7.000 visores de porta, 2.600 assentos e 35 para-brisas dos trens. De janeiro a julho deste ano, o número de janelas danificadas caiu de 369 para apenas 30. 

O investimento também resultou em outras mudanças perceptíveis para os passageiros, começando pela redução dos intervalos e do tempo de deslocamento entre os terminais nos ramais Japeri, Saracuruna e Santa Cruz, somando 25 minutos a menos de viagem para a população. Na linha férrea, 402 toneladas de trilhos, 44.808 dormentes, 210 vigas de pontes e 275 mil acessórios de fixação estão sendo substituídos.

A reportagem do Diário do Transporte noticiou que a SuperVia comunicou em 07 de junho de 2021, que entrou com pedido de recuperação judicial.

A empresa que possui a GUMI – Guarana Urban Mobility Incorporated como principal acionista desde meados de 2019, subsidiária controlada pela trading japonesa Mitsui, em mensagem assinada pelo presidente Antonio Carlos Sanches ressaltou os impactos econômicos da pandemia, na ocasião.

Relembre:

A empresa possuía, na ocasião, dívidas de R$ 1,2 bilhão.

Os principais credores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que corresponde a cerca de 70% e a Light, que tem 13% do total devido pela SuperVia.

Outra parte da dívida se refere a títulos de empréstimos relacionados a infraestrutura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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