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Brasil precisa de segurança jurídica para ampliar frotas de ônibus a biometano e GNV, defendem deputados de frente federal em Workshop em Goiás


Para parlamentares, País tem potencial fabril e de modelos de coletivos, mas é necessário garantir previsibilidade de investimentos

ADAMO BAZANI

O Brasil tem um grande potencial para a aplicação do GNV (Gás Natural Veicular) e do biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos) na indústria e nos transportes, em especial que utilizam veículos pesados como ônibus e caminhões.

Entretanto, é necessário segurança jurídica nos contratos e nos estímulos financeiros e logísticos. Além disso, é fundamental garantir previsibilidade de investimentos.

É o que defenderam o deputado federal Arnaldo Jardim e a deputada federal Marussa Boldrin na segunda etapa do Workshop do Biometano, realizado na Casa da Indústria, em Goiânia, nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, na Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás).

Como mostrou o Diário do Transporte, em 04 de fevereiro de 2026, foi criada na Câmara, uma coalizão em defesa de fontes energéticas como etanol, biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF), biogás e biometano.

Relembre:

Arnaldo Jardim é presidente da Comissão de Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde.

No evento em Goiânia, o deputado, segundo a Fieg, destacou a importância da segurança jurídica e da ampliação das linhas de crédito para consolidar o setor. “O Brasil já é referência em biocombustíveis. Precisamos garantir instrumentos financeiros e previsibilidade para ampliar investimentos em biometano e biogás”, afirmou.

Já a deputada federal Marussa Boldrin ressaltou a necessidade de regras claras e integração entre agropecuária e geração de energia renovável. “O setor precisa de estabilidade regulatória. Essa previsibilidade é essencial para que produtores e investidores avancem com segurança”, disse.

Com o tema “Políticas Públicas, Infraestrutura e Arranjos Institucionais para o Biometano”, o debate foi mediado pelo subsecretário de Energia, Renato Lyra, e abordou instrumentos de financiamento, como o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), linhas do BNDES e recursos do Fundo Clima, além da regulamentação da ANP, metas do CNPE e crédito de descarbonização no âmbito do RenovaBio.

TRANSPORTES METROPOLITANOS DE GOIÂNIA E BIOMETANO:

Os transportes metropolitanos de Goiânia e região querem se tornar referência latina em aplicação de ônibus a biometano.

O Diário do Transporte esteve na sede da operadora HP, em entrega de 21 ônibus elétricos Volvo de grande porte, e mesmo o evento sendo de eletrificação, o assunto foi biometano.

Na oportunidade, em 30 de janeiro de 2026, o governador Ronaldo Caiado e o secretário de governo Adriano Rocha Lima disseram ao repórter e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, que Goiás terá a maior frota de ônibus biometano do mundo e que os primeiros ônibus movidos a biometano para o sistema de corredores e de linhas alimentadoras do BRT (Bus Rapid Transit) da região metropolitana de Goiânia (GO) devem começar a chegar em cerca de dois meses.

Relembre:

Como mostrou o Diário do Transporte, em 16 de janeiro de 2026,  o Governo Caiado publicou aditivo contratual com as empresas de ônibus para a implantação de 501 coletivos movidos a biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos, conhecido como “gás de lixo”) e GNV (Gás Natural Veicular).
Serão modelos de diversos portes, todos com ar-condicionado, desde padrons (dois eixos entre 12,1 m e 13,2 m e três eixos de 15 m) até articulados de 19,2 metros.
Configurações:
79 ônibus articulados, de 19,2 metros, com piso alto e ar-condicionado, destinados ao BRT (4º lote);
22 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (4º lote);
110 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (5º lote);
168 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (6º lote);
122 ônibus padron, com motor traseiro, piso baixo e ar-condicionado (7º lote).
Cronograma de entregas
8 ônibus articulados até 31 de março de 2026;
71 ônibus articulados até 30 de setembro de 2026;
22 ônibus padron do 4º lote até 30 de setembro de 2026;
110 ônibus padron do 5º lote até 30 de junho de 2027;
168 ônibus padron do 6º lote até 31 de dezembro de 2027;
122 ônibus padron do 7º lote até 31 de dezembro de 2027.
Relembre:

 Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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