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Cummins avança em validação de motores para ônibus urbanos e caminhões a GNV e biometano


Fabricante atende montadoras como Volkswagen Caminhões e Ônibus e Agrale. Tarcísio diz que São Paulo pode ser o primeiro Estado a aposentar o diesel na mobilidade urbana

ADAMO BAZANI

A Cummins informou nesta segunda-feira, 09 de março de 2026, que deu mais um passo na validação de um modelo de motor para ônibus urbanos e caminhões que funciona a biometano.

Segundo a fabricante, que atende a montadoras como Agrale e Volkswagen Caminhões e Ônibus, foram iniciados os testes em campo do motor B6.7N ciclo Otto (Euro VI).

O propulsor tem potência de 205 kW a 2.300 rpm e torque de 1.100 Nm a 1.300 rpm, o motor traz como diferenciais técnicos freio motor de 160 kW a 2.800 rpm e sistema de pós-tratamento com catalisador de três vias (Three Way Catalyst – TWC), fornecido pela Cummins Emission Solutions.

Segundo a Cummins, “por se tratar de um motor a gás com combustão por centelha, o sistema de tratamento de gases é mais compacto e menos complexo que o de um motor diesel, dispensando bomba, tanque e injetor de Arla. Essa arquitetura mais simples reduz o peso total, otimiza a manutenção e assegura o atendimento aos padrões de emissões Euro VI / Proconve P8, com impactos positivos em custos operacionais”.

TARCÍSIO DIZ QUE SÃO PAULO DEVE SER O PRIMEIRO ESTADO A ABOLIR O DIESEL NA MOBILIDADE URBANA:

Neste último final de semana, como mostrou o Diário do Transporte, o governador Tarcísio de Freitas, disse que o São Paulo tem potencial para ser o primeiro Estado brasileiro a abolir o óleo diesel na mobilidade urbana.

A declaração foi feita durante inauguração do que considerou a maior planta de biometano do Brasil, em Paulínia, no interior de São Paulo.

A planta da OneBio, instalada em um Ecoparque que substitui um antigo aterro sanitário tem capacidade nominal de 225 mil m³/dia, o que representa um terço da capacidade instalada em território paulista e o equivalente ao consumo de mais de 1.000 ônibus urbanos, segundo o Governo, por meio de nota ao Diário do Transporte. O volume de produção inicial é de 50% da capacidade e deve atingir a operação plena ao longo de 2026. O empreendimento é resultado de uma parceria entre a Edge, controladora do investimento com 51% da participação, e da Orizon Valorização de Resíduos, com 49%.

Relembre e veja os detalhes:

A capital paulista, para cumprir as metas de redução de poluição, colocou o biometano como uma das alternativas ao avanço abaixo do esperado da frota de ônibus elétricos principalmente por falta de infraestrutura da rede de distribuição da ENEL. Há estimativa de até 2028 da inclusão de ao menos 200 coletivos com este combustível. A Sambaíba, viação que opera na zona Norte, desenvolve um projeto de teste com ônibus que eram a diesel, quando saíram de fábrica, e foram convertidos em biometano/GNV.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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