Publicado em: 13 de março de 2026

Entre os exemplos estão São Leopoldo (RS) que não terá ônibus no domingo (15) e Teresina (PI) que vai reduzir frota em 30% Mesmo com desoneração, diante do conflito no Irã, Petrobras anunciou aumento que vai valer já neste sábado (14)
ADAMO BAZANI
O conflito entre Estados Unidos-Israel e Irã já começa a refletir mais diretamente no transporte coletivo brasileiro, por causa da falta de diesel e alta nos preços deste combustível e cidades anunciam redução na oferta de ônibus para os passageiros.
Nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, municípios como Teresina (PI) e São Leopoldo (RS) informaram que vão adotar medidas para não haver paralisação total dos coletivos.
Na cidade gaúcha, a prefeitura disse que vai reduzir a frota neste sábado (14) e suspender os serviços no domingo (15).
Segundo nota da administração municipal, a entrega de combustível que ocorreria nesta sexta-feira (13), acabou não se realizando.
A Prefeitura de São Leopoldo foi comunicada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO), responsável pelo transporte público da cidade, de que, devido ao desabastecimento de combustível em nível mundial, os horários do transporte público municipal precisarão ser reajustados para atender a população nos períodos de maior movimento.
No sábado, dia 14 de março de 2026, os horários do transporte público municipal operarão em regime emergencial. Já no domingo, dia 15 de março de 2026, não haverá circulação de ônibus no sistema de transporte público.
A COLEO informou ainda que aguardava abastecimento para o dia de hoje (13/03), o que não ocorreu. Por esse motivo, e buscando manter a normalidade durante a semana, foi organizada uma redução da operação no sábado e a suspensão do serviço no domingo.
O município já se reuniu com a COLEO e com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Obras para acompanhar a situação e buscar soluções conjuntas.
A Prefeitura de São Leopoldo foi comunicada pelo Consórcio Operacional São Leopoldo (COLEO), responsável pelo transporte público da cidade, de que, devido ao desabastecimento de combustível em nível mundial, os horários do transporte público municipal precisarão ser reajustados para atender a população nos períodos de maior movimento.
No sábado, dia 14 de março de 2026, os horários do transporte público municipal operarão em regime emergencial. Já no domingo, dia 15 de março de 2026, não haverá circulação de ônibus no sistema de transporte público.
A COLEO informou ainda que aguardava abastecimento para o dia de hoje (13/03), o que não ocorreu. Por esse motivo, e buscando manter a normalidade durante a semana, foi organizada uma redução da operação no sábado e a suspensão do serviço no domingo.
O município já se reuniu com a COLEO e com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Obras para acompanhar a situação e buscar soluções conjuntas.
Já em Teresina (PI), a Strans – Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito confirmou nesta sexta-feira (13) a redução da frota de ônibus de Teresina em 30% em razão aumento de quase 50% no valor do combustível pode comprometer o abastecimento dos veículos que circulam na capital.
Uma reunião foi realizada nesta quinta-feira (12), com as viações.
A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) informa que a operação do transporte público em Teresina enfrenta dificuldades pontuais em razão do aumento de quase 50% no preço do óleo diesel, impactado pelo cenário internacional e pela guerra no Oriente Médio.
A situação tem provocado dificuldades no fornecimento de combustível pelas refinadoras às empresas que operam o sistema de ônibus da capital, o que pode ocasionar ajustes momentâneos na frota em circulação.
Nessa quinta-feira (12), a Strans realizou reunião com representantes das empresas operadoras e seguirá acompanhando o cenário diariamente para buscar soluções e reduzir os impactos aos passageiros, trabalhando para prestar o melhor serviço possível ao povo teresinense.
O Diário do Transporte apurou que outras cidades e empresas de ônibus espalhadas pelo País estudam adotar medidas semelhantes.
AUMENTO A PARTIR DE SÁBADO, MESMO COM DESONERAÇÃO:
Mal se passaram 24 horas de o presidente Luís Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, determinarem uma desoneração do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, a Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, aumento no valor do litro do combustível, que passa a vigorar já nas refinarias a partir deste sábado (14).
O combustível, principal fonte de energia de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas, considerado um dos vetores da inflação dos preços de praticamente todos os produtos da economia brasileira devido ao rodoviarismo nos deslocamentos de bens e pessoas, fica em R$ 0,38 por litro.
De acordo com a Petrobras, considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos.
Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10.
Como mostrou o Diário do Transporte, o Governo Federal zerou a alíquota do PIS-Confins sobre óleo diesel. Além disso, vai subsidiar R$ 0,32 por litro.
Relembre:
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o PIS-Cofins tem um peso de R$ 0,32 por litro, somando R$ 0,32 de subvenção, o alívio no preço será de R$ 0,64 por litro nas refinarias.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse, que, em decorrência da desoneração, adotada pelo Governo Federal por causa da escala de preços do diesel com o prolongamento da Guerra no Irã, para as distribuidoras, o combustível ficará R$ 0,06 (seis centavos) mais caro, o que classificou como “irrisório”.
Ainda de acordo coma Petrobras, o reajuste já estava previsto, mas o conflito no Irã fez com que o que era previsão se tornasse realidade.
A estatal diz que se não fossem as medidas de desoneração, o preço do diesel, em vez de R$ 0,38 mais cara ficaria R$ 0,70 mais elevado.
Em nota, a Petrobrás ainda ressaltou que o diesel não sofria reajuste direto há quase um ano, mas não citou o fato que, como as novas regras sobre o ICMS dos Estados e os custos logísticos, operadores agrícolas, de caminhões e ônibus já vinham sentindo reajustes, mesmo antes do conflito Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Importante destacar que o último ajuste de preços da Petrobras para as distribuidoras foi uma redução que ocorreu há 311 dias (em 06/05/2025) e que o último aumento realizado ocorreu em 01/02/2025, há mais de 400 dias portanto.
Mesmo após essa atualização, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços de diesel A vendidos às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro, o equivalente a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período. – diz o comunicado.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


