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Santa Maria (RS) ganha novo prazo na Justiça para licitar transporte coletivo e adia definição do sistema


Decisão evita multa ao município e estende até 26 de junho de 2026 o lançamento do edital; processo segue travado por ajustes técnicos e análise do TCE-RS

ALEXANDRE PELEGI

A Justiça Estadual concedeu à Prefeitura de Santa Maria (RS) um novo prazo de três meses para lançar a licitação do transporte coletivo urbano, adiando a obrigação que venceria em 22 de março e afastando a aplicação de multa diária ao município. A nova data limite fixada é 26 de junho de 2026.

Localizada no centro do estado do Rio Grande do Sul, Santa Maria é o quinto município mais populoso do estado, com uma população de 271.633 habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2022.

Segundo a administração municipal, o adiamento foi necessário para que o edital passe por nova análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS). A revisão ocorre após a tentativa anterior de licitação, lançada em 2025, ter sido suspensa para correções.

O processo de concessão segue, assim, em um cenário de indefinição, marcado por entraves técnicos e desdobramentos políticos. A discussão sobre o sistema também motivou a abertura de uma CPI na Câmara de Vereadores, que investiga as condições da operação atual e os subsídios públicos destinados ao setor.

Enquanto a licitação não é concluída, o transporte coletivo segue sendo operado pelas empresas já atuantes no sistema urbano, reunidas no Consórcio SIM (Sistema Integrado Municipal) e representadas pela Associação dos Transportadores Urbanos de Passageiros de Santa Maria (ATU).

Atualmente, o sistema conta com cerca de 175 ônibus e é composto pelas seguintes empresas:

  • Expresso Nossa Senhora das Dores
  • Transportes Salgado Filho
  • Viação Centro-Oeste
  • Viação Jabel
  • Viação Medianeira
  • Viação Santa Maria

Em meio à espera pelo novo modelo, a tarifa foi reajustada em março de 2026, passando para R$ 7,25 no pagamento em dinheiro, sob justificativa de recomposição dos custos operacionais e equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

A futura concessão deve prever contrato de longo prazo, de até 20 anos, com exigências de modernização da frota, melhoria da frequência e maior controle tecnológico da operação. A licitação é considerada estratégica para reestruturar o transporte coletivo da cidade, que há anos opera sob modelos provisórios e sucessivas prorrogações.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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