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Metrô avança com licença da Linha 17-Ouro e licitações da futura Linha 22-Marrom


Foto: Reprodução/Governo de São Paulo

Medidas envolvem ligação ao Aeroporto de Congonhas e novos estudos entre Cotia, Osasco e zona oeste paulistana

ALEXANDRE PELEGI

A Companhia do Metropolitano de São Paulo publicou no Diário Oficial desta sexta-feira (27) dois avanços distintos em projetos metroviários da capital paulista: a obtenção da licença ambiental de operação para parte da Linha 17‑Ouro do Metrô de São Paulo e o lançamento de licitações para estudos e projeto básico da futura Linha 22–Marrom do Metrô de São Paulo.

No caso da Linha 17-Ouro, foi concedida a Licença Ambiental de Operação nº 05/CLA-SVMA/2026, emitida em 11 de março de 2026 pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, no âmbito do processo SEI nº 6027.2025/0018418-9. O documento tem validade de um ano e contempla o Trecho 1 do monotrilho que conectará a rede metroferroviária ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A licença abrange vias elevadas, oito estações e parte do pátio de manobras sobre o reservatório Água Espraiada. As estações contempladas são Morumbi-CPTM, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin Paulista, Washington Luís e Aeroporto de Congonhas.

Também fazem parte do licenciamento os blocos A, B, C, D, D1, E, G1 e K do pátio, além das vias operacionais e de estacionamento dos trens. O documento inclui ainda o Lote 7 do Trecho 2A, com 121 metros de via elevada localizados a partir de 750 metros após a estação Morumbi-CPTM.

A autorização representa mais uma etapa formal no processo de implantação da Linha 17-Ouro, projeto que pretende conectar a malha metroferroviária à região do Aeroporto de Congonhas e ao eixo da avenida Jornalista Roberto Marinho.

Já em relação à futura Linha 22-Marrom, o Governo do Estado de São Paulo publicou avisos de licitação para contratação de estudos técnicos e elaboração do projeto básico da nova linha, prevista para ligar Cotia à zona oeste da capital, passando por Osasco.

As contratações foram divididas em sete lotes, sendo cinco voltados a investigações geológico-geotécnicas, como sondagens e ensaios, e dois destinados à elaboração do projeto básico de engenharia e arquitetura.

Os lotes de sondagens contemplam os seguintes trechos:

  • Avenida Tore Albert Munck x Rua Nicolau Espinosa Linares até Estrada Velha de Cotia x Estrada do Embu, em Cotia (SP);
  • Cotia (SP) até Osasco (SP), incluindo áreas operacionais e pátio;
  • Osasco (SP) até a região da Universidade de São Paulo;
  • USP até a avenida Paulo VI, em São Paulo (SP);
  • Trecho ampliado entre Cotia (SP) e São Paulo (SP), incluindo pátio em Osasco (SP) e ensaios especiais.

Já os dois lotes do projeto básico estão organizados entre Terminal Cotia e Reserva Raposo, e entre Reserva Raposo e Sumaré, indicando um eixo contínuo até a região central expandida da capital.

O projeto básico definirá o traçado final da linha, localização de estações, poços de ventilação, métodos construtivos, dimensionamento de estruturas, desapropriações necessárias e estimativas de custos e prazos.

As sessões públicas estão previstas para ocorrer entre maio e junho de 2026, com datas que variam de 14 de maio a 18 de junho, enquanto os editais devem ser disponibilizados a partir de 30 de março de 2026.

A divisão das contratações em múltiplos lotes permite a execução simultânea dos estudos e a distribuição dos riscos técnicos entre diferentes empresas, além de reforçar o planejamento de um novo eixo estruturante paralelo à rodovia Raposo Tavares, corredor com elevada demanda de deslocamentos na Região Metropolitana de São Paulo.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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