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Consema aprova viabilidade ambiental da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes


Projeto prevê 21,6 quilômetros com predominância de túneis entre planalto e Baixada Santista

ARTHUR FERRARI

O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo aprovou, na quarta-feira (25), o parecer técnico elaborado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo que avaliou a viabilidade ambiental da construção da terceira pista do Sistema Anchieta‑Imigrantes. Com a decisão, a Cetesb deverá emitir a licença prévia para o empreendimento, permitindo o avanço do processo de implantação.

A nova ligação terá 21,6 quilômetros de extensão entre o planalto e a Baixada Santista e é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país. Aproximadamente 91% do traçado será composto por túneis, solução adotada para reduzir interferências ambientais ao longo do percurso.

O projeto prevê a construção de cinco túneis, que somam cerca de 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar seis quilômetros de extensão, o que poderá torná-lo o maior túnel rodoviário do Brasil. Além disso, estão previstos oito pontes e viadutos ao longo do trajeto.

A nova via ligará o quilômetro 43 da Rodovia dos Imigrantes ao quilômetro 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos. A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema rodoviário, com impacto na logística regional e no escoamento de cargas.

A secretária da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende, comentou a aprovação do parecer técnico. “A aprovação do parecer técnico pelo Consema demonstra a seriedade e o rigor do processo de licenciamento ambiental no Estado de São Paulo. É um projeto de grande complexidade, analisado de forma criteriosa e com base em estudos técnicos consistentes. O avanço dessa etapa reforça o compromisso do Governo com o desenvolvimento sustentável e com a segurança jurídica dos empreendimentos.”, afirmou Natália Resende.

A avaliação técnica da Cetesb destacou o caráter inovador do empreendimento, especialmente pela elevada concentração de túneis, estratégia voltada à preservação das áreas naturais e à redução de impactos ambientais, principalmente na região da Serra do Mar, onde há presença significativa de Mata Atlântica.

Durante a construção, está prevista a movimentação de aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a cerca de 1.600 piscinas olímpicas. Para garantir a execução com segurança ambiental, a Cetesb estabeleceu exigências como plano de destinação do material escavado, medidas de controle durante as obras e ações de proteção a recursos hídricos e à biodiversidade.

O diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, também comentou o processo de licenciamento. “Estamos falando de uma das obras rodoviárias mais desafiadoras do país, com alta concentração de túneis em uma área sensível da Serra do Mar. O licenciamento ambiental permite avaliar cada etapa da engenharia e garantir que o projeto avance com controle e redução de impactos.”, afirmou Thomaz Toledo.

Na mesma reunião, o colegiado também acompanhou a apresentação do programa Finaclima, voltado ao financiamento de iniciativas sustentáveis, e aprovou a proposta do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental de Ibitinga.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



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