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Mais de 200 mil pessoas deixam a Região Metropolitana rumo à capital paulista diariamente pelas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda


Estação Vila Olímpia – Linha 9-Esmeralda

Dados da ViaMobilidade apontam que a maioria dos usuários partem das cidades de Osasco, Barueri, Itapevi e Carapicuíba

VINÍCIUS DE OLIVEIRA

Todos os dias, 207 mil pessoas saem de cidades da Região Metropolitana em direção à capital utilizando as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade. A maioria desses clientes partem das cidades de Osasco, Barueri, Itapevi e Carapicuíba.

Considerando apenas a Linha 8-Diamante, as estações que ficam nos municípios de Barueri, que transporta cerca de 44 mil por dia, Itapevi, com 34 mil e Carapicuíba, com 26 mil – números consideram média de embarques em dias úteis -, são os locais de onde partem a maioria dos clientes em direção à Capital. Já quando somados os embarques em estações de Osasco, entra na conta também a Linha 9-Esmeralda, ampliando ainda mais o volume de deslocamentos intermunicipais atendidos pela malha.

Esses números corroboram os dados sobre mobilidade do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados no fim do ano passado. Eles mostraram que Santo André, Osasco, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Carapicuíba são as cidades em que moram mais pessoas que precisam sair dos limites de seus municípios para irem ao trabalho – no estudo também foram contabilizados trabalhadores que utilizam transporte particular ou por aplicativo.

Dados da Prefeitura de São Paulo estimam que cerca de dois milhões de pessoas se deslocam até o centro expandido diariamente. Em meio ao trânsito intenso e aos deslocamentos cada vez mais longos, a malha metroferroviária se consolida como alternativa para uma viagem mais ágil e previsível, especialmente nos horários de pico. Para se ter uma ideia, os trens conseguem reduzir pela metade um trajeto que levaria até duas horas utilizando ônibus ou carros. Isso ocorre mesmo que a pessoa não resida tão próximo à estação.

Viagens mais longas e custos mais altos

Em um cenário sem as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a vida de quem mora nas cidades da Região Metropolitana ficaria mais difícil. Além de o tempo de viagem aumentar, o impacto seria sentido no bolso.

Imaginando um trajeto realizado por muitos clientes, entre as estações Carapicuíba e Palmeiras-Barra Funda, ambas da Linha 8-Diamante, e considerando apenas ir de um ponto ao outro — isso sem levar em conta o deslocamento do passageiro da sua casa até a estação —, a diferença é grande. A começar pelo valor. Enquanto o cliente pagaria apenas R$ 5,40 ou, no máximo, uma tarifa integrada de até R$ 12,65 utilizando os ônibus intermunicipais que desembarcam na estação, a realidade seria outra sem os trilhos. Em um cenário sem o sistema metroferroviário, o passageiro precisaria pagar uma passagem inteira de um intermunicipal – entre R$ 6,70 e R$ 8,75 – e mais uma inteira de R$ 5,30 dos coletivos municipais da Capital, totalizando um gasto de até R$ 14,05 apenas na ida. A diferença de R$ 1,40 por trecho (ou R$ 2,80 por dia), no fim do mês, considerando o trajeto de ida e volta, ficaria na casa dos R$ 67,00. Isso sem falar no tempo. Em apenas 30 minutos, o passageiro faz o trajeto entre as duas estações sem a necessidade de descer no meio do caminho. De ônibus, o deslocamento pode levar de 1h15 a até 2h, dependendo do horário.

Outro trajeto comum, e até mais distante do que o da primeira comparação, é entre Itapevi e Palmeiras-Barra Funda. Utilizando a mesma base para a análise e fazendo esse percurso em um trem da Linha 8-Diamante, o custo seria de apenas R$ 5,40 ou até R$ 13,55 em uma tarifa integrada. Já se a única maneira fosse utilizar ônibus, seria necessário pegar três linhas diferentes e sem qualquer integração entre elas. Somados, os custos apenas da ida poderiam chegar a R$ 23,10. Mensalmente, a diferença do custo da ida e volta ao trabalho superaria a casa dos R$ 458,00. Em termos de tempo de trajeto, o impacto é ainda maior. Enquanto de trem essas estações são percorridas em apenas 1 hora, de ônibus o deslocamento poderia levar mais de 2 horas e 20 minutos – a depender das condições de trânsito.

Assim, mais do que encurtar distâncias no mapa, o transporte sobre trilhos ajuda a encurtar o tempo, aliviar o bolso e tornar a rotina de milhares de trabalhadores um pouco mais previsível. Ao oferecer viagens mais rápidas, integradas e com custo menor, segue como peça-chave para a mobilidade da Região Metropolitana, conectando cidades, oportunidades e histórias que começam cedo todos os dias e ajudam a manter São Paulo em movimento.

Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte



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