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Por causa de concessão; passageiros da linha 10 da CPTM ficam com trens mais antigos. Os mais novos vão para concessionária privada do Grupo Comporte até o dia 20 de maio


À esquerda, trem que ficou com a linha 10. À direita, o que vai para o Grupo de Constantino

Parte da frota na linha entre o ABC e a capital deixa de ter itens como passagens livres entre os carros (vagões), luzes de sinalização de localização da estação e iluminação mais clara. Saem trens de 2020 e entram de 2008

ADAMO BAZANI

Quem utiliza a linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a única ainda que não foi concedida para a iniciativa privada, percebeu a diferença: no lugar dos trens mais modernos, com passagem livre entre os carros (vagões); com as luzes que acendem sobre o nome de cada estação no visor acima da porta e sem iluminação em led e mais clara; apareceram composições mais antigas.

O interior, esverdeado, é mais escuro. A iluminação interna, com lâmpada fluorescente em formato de tubo, não é tão eficiente. Sobre as portas, o visor com os nomes das estações é um adesivo colado. A composição não tem o chamado gangway, que é justamente a passagem livre entre os carros (vagões).

Por causa da concessão à iniciativa privada das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, os passageiros da linha 10-Turquesa ficaram com os trens mais antigos.

A concessionária é a Trivia Trens, integrante do Grupo Comporte Participações S.A., da família do fundador da GOL Linhas Aéreas e maior frotista de ônibus do Brasil, com sete mil coletivos e empresas como Viação Piracicabana, Penha e Expresso União; Constantino de Oliveira. O Grupo Comporte também está à frente da concessão da linha 7-Rubi e TIC-Trem Intercidades (São Paulo / Campinas), além do Metrô da Grande BH e VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista.

As composições colocadas na linha estatal são no 2008, dentro da vida útil de um trem que pode ser de até 35 anos com as devidas modernizações, porém, mais antigas que as unidades que rodavam na linha 10, produzidas, inclusive, no ano de 2020.

Para a concessionária Trivia, que assumiu as linhas 11, 12 e 13 vão os seguintes modelos de trens:

Série 8000: 2011/2012

Série 9000: 2012/2013

Série 8500: 2015

Série 2500: 2020

Já para a linha 10, ficam trens fabricados entre 2008 e 2010.

Não é velho para trem. Mas não é moderno também.

O Diário do Transporte nesta terça-feira, 31 de março de 2026, na linha 10 e registrou o descontentamento dos passageiros

“Percebi a diferença sim. O outro [modelo de trem] era melhor. Por exemplo, tava lotado um vagão [carro], mas o outro tava mais vazio, a gente ia pra ele. Agora, entrou ficou” – disse o autônomo José Simon Pereira

“Esse é velho né? Escuro, parece até mais sujo. Ficou pior. A linha é ruim, muito lotada, demorada, lenta. Dependendo de onde eu vou, prefiro o trólebus [Corredor ABD], mas tem lugar que tem que ser de trem. A única coisa boa que tinha era o trem [a frota], agora piorou” – disse a estudante de fisioterapia, Amanda Piccini

Realmente, não é impressão. As composições são, de fato, menos confortáveis.

O Diário do Transporte questionou a CPTM, que confirmou que até 20 de maio de 2026 vai concluir a transferência, que os trens que estão ficando na linha 10 tem “plenas condições de conforto e segurança” e que a “reorganização da frota garante a eficiência operacional e o cumprimento das diretrizes da concessão”.

Veja nota na íntegra:

Toda a frota da CPTM está em perfeitas condições de uso, segurança e conforto para os passageiros. A companhia iniciou a realocação dos trens nas Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira, conforme determina o contrato de concessão dessas linhas. A vida útil de um trem gira em torno de 35 anos, com as manutenções devidas. Dos veículos que ficarão com a CPTM, toda a frota é 100% acessível, sendo 5 fabricados a partir do ano de 2008 (série 2070), 19 fabricados a partir do ano de 2009 (série 7000) e 8 fabricados a partir do ano de 2010 (série 7500). Até o dia 20 de maio, haverá a realocação das composições das séries 8000 e 8500 para as Linhas 11-Coral e 12-Safira, bem como a operação dos trens das séries 7000, 7500 e 2070 na Linha 10-Turquesa. A reorganização da frota garante a eficiência operacional e o cumprimento das diretrizes da concessão.

ANTES:

AGORA:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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