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CPTM adita em R$ 23,25 milhões contrato de manutenção da via permanente das linhas 11, 12 e 13


Contrato original soma R$ 206,3 milhões e prevê até cinco anos de execução para serviços essenciais à operação ferroviária

ALEXANDRE PELEGI

A CPTM formalizou um aditamento de R$ 23.254.833,92 no contrato de engenharia voltado à manutenção preventiva e corretiva da via permanente das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O extrato foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta terça-feira, 07 de abril de 2026, e trata do Termo de Aditamento nº 01 ao contrato LC01423-01, firmado com o Consórcio Trail – GROS.

O ajuste tem como objetivo readequar a planilha de quantidades e preços e atualizar o cronograma físico-financeiro, um movimento comum em contratos dessa natureza, especialmente após o início efetivo das intervenções em campo. Na prática, trata-se de alinhar o planejamento original às condições reais encontradas na operação e à dinâmica dos serviços executados.

O contrato original, firmado no âmbito da Licitação LC01423, tem valor total de R$ 206.304.420,94, com data-base em junho de 2023, e prevê a prestação de serviços de engenharia para manutenção da via permanente — ou seja, toda a estrutura física que sustenta a circulação dos trens, como trilhos, dormentes, brita, fixações e aparelhos de mudança de via.

O prazo de execução é de 30 meses a partir da ordem de serviço, podendo ser prorrogado até o limite de 60 meses, o que, na prática, permite que o contrato alcance até cinco anos de duração. Trata-se de um horizonte compatível com contratos de manutenção contínua em sistemas ferroviários de grande porte, onde a previsibilidade e a regularidade das intervenções são fundamentais.

A execução ocorre sob regime de empreitada por preço unitário, com medições mensais baseadas nos serviços efetivamente realizados. Isso significa que o pagamento acompanha o avanço físico das atividades, exigindo controle detalhado por meio de relatórios técnicos, registros de campo e validação pela fiscalização da CPTM.

Do ponto de vista operacional, o contrato impõe um desafio adicional: os serviços são realizados em linhas em plena operação, o que exige planejamento fino para evitar impactos na circulação dos trens. Intervenções precisam ser compatibilizadas com janelas operacionais e, sempre que possível, executadas sem interrupção do serviço, respeitando ainda a convivência com sistemas energizados e a alta demanda de passageiros.

Nesse contexto, a manutenção da via permanente deixa de ser apenas uma atividade técnica e passa a ser um elemento central para garantir segurança, regularidade e confiabilidade ao sistema.

O aditamento agora formalizado não altera o escopo do contrato.

Grupo Comporte venceu leilão

As três linhas compõem o Lote Alto Tietê, cujo leilão já foi realizado e concluído. O vencedor foi o Grupo Comporte Participações S.A..

O leilão ocorreu em 28 de março de 2025, na sede da B3 em São Paulo. A proposta vencedora ofereceu um desconto de 2,57% sobre a contraprestação pecuniária a ser paga pelo Estado

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



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