24.3 C
Rondonópolis
terça-feira, 14 abril - 01:59
- Publicidade -
Publicidade
HomeTransportesGrupo Comporte recebe 15 dos 90 ônibus elétricos chineses da sócia CRRC...

Grupo Comporte recebe 15 dos 90 ônibus elétricos chineses da sócia CRRC já na próxima semana no DF


Segundo GDF, todos coletivos já estão no Brasil e serão enviados em lotes de 15 em 15 unidades. Grupo controlador da Viação Piracicabana é sócio da empresa chinesa no TIC (Trem Intercidades) do Estado de São Paulo

ADAMO BAZANI

O GDF (Governo do Distrito Federal) informou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, que na próxima semana já devem chegar à capital do País os primeiros 15 dos 90 ônibus elétricos chineses da marca CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), trazidos pela Viação Piracicabana, do Grupo Comporte, controlado pela família do fundador da GOL Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira.

A CRRC é sócia do Grupo Comporte na TIC Trens, concessionária do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, e para renovação da frota da linha 7-Rubi, de trens metropolitanos.

A importação destes ônibus foi facilitada por esta sociedade.

Segundo ainda o GDF, todos os coletivos já chegaram ao Brasil e estão no Porto de Vitória (ES), de onde serão transferidos para Brasília.

Toda a frota deve atender a cerca de 67 mil passageiros por dia na área 1, que é operada pela empresa Piracicabana.

Os veículos são 100% elétricos, com piso baixo e capacidade para 74 passageiros. Equipados com motor traseiro, contam com suspensão a ar, freios ABS e frenagem auxiliar elétrica. A previsão é que os primeiros veículos liberados comecem a circular no mês de maio.

Os ônibus vão ficar na garagem da Piracicabana no Plano Piloto, onde há estrutura para recarga simultânea de baterias para quatro veículos por vez. Assim que chegarem, os veículos também irão para a garagem da empresa na Hípica, próxima ao Zoológico. O local vai contar com 18 carregadores de 240 kW e 3 transformadores de 1.750 kVA. Para o atendimento da nova demanda energética, estimada em 4.500 kVA (pico), também foi necessária a ampliação da subestação da Neoenergia, empresa de distribuição de energia elétrica do DF. Além disso, serão instalados quatro carregadores no Terminal da Asa Sul (TAS).

Todos estes ônibus estão em conformidade com as normas brasileiras de transporte público. Já vieram enumerados e adesivados de fábrica, com toda a sinalização interna e a identidade visual própria do transporte coletivo do DF.

Como mostrou o Diário do Transporte, em 25 de março de 2026, durante a apresentação das instalações da chinesa CRRC, em Araraquara (SP), para produção de trens, o vice-presidente e até então titular da pasta, Geraldo Alckmin, disse que fabricantes receberão financiamentos por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de apoios para aquisição de terrenos, contato com custeio até mesmo das desapropriações.

Relembre:

A reportagem do Diário do Transporte mostrou na ocasião também que técnicos do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, abertura das portas do Brasil para a indústria internacional de trens e de implementos metroferroviários também pode ampliar a produção de outros veículos e equipamentos voltados ao transporte público, como ônibus elétricos.

Relembre:

COMO SERÁ O TRANSPORTE  ATÉ O DISTRITO FEDERAL:

O GDF (Governo do Distrito Federal) na mesma nota explicou que o transporte, mesmo que em lotes, dos ônibus é complexo.

A operação portuária de desembarque dos ônibus é lenta, por falta de espaço para manobrar dentro do navio. Os veículos foram isolados e protegidos para evitar avarias e são retirados um de cada vez por meio de guindastes que descem os mesmos até o cais do porto. Na manhã desta segunda-feira (13), a maioria já havia sido retirada e estacionada na área portuária.

Após o desembaraço aduaneiro e a entrada oficial no Brasil, os veículos serão levados para o pátio da empresa responsável pela carga, onde serão preparados para o transporte até Brasília. Serão transportados em carretas, cada lote com 15 veículos, devendo chegar um deles por semana na capital.

Mas para o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, toda esta complexidade vai valer a pena pelos ganhos econômicos e ambientais.

“São veículos modernos, que beneficiam diretamente os passageiros e a população como um todo, com viagens silenciosas e confortáveis, e com a redução na emissão de 415 toneladas de gases poluentes, equivalente à plantação de 88 mil árvores por ano. É um impacto ambiental positivo, que marca o início da transição para um transporte moderno e sustentável no Distrito Federal”, disse o secretário.

DIVERSAS MARCAS:

Além da própria CRRC, outras gigantes que atuam nas produções metroferroviárias também fazem ônibus elétricos e a hidrogênio.

A própria Hyundai, com o braço ferroviário Rotem, possui unidade dedicada a ônibus elétricos.

A Mitsubishi Electric BV fabrica trens, composições de metrô e pela Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation, da Daimler Truck, que, por sua vez, controla A Mercedes-Benz também tem forte atuação em ônibus elétricos.

A fabricante espanhola de trens CAF é proprietária da Solaris, com tecnologia de ônibus elétricos.

Não significa necessariamente que estas marcas se interessarão por plantas no Brasil, mas o Governo Federal sinalizou a disposição de, caso haja interesse, juntamente com o negócio metroferroviário, também incentivar o desenvolvimento local de ônibus elétricos a bateria e a hidrogênio.

O BNDES disponibilizou linhas de financiamentos que já somaram R$ 6,6 bilhões para ônibus elétricos e projeta mais ampliações de frotas. Várias licitações locais já pedem coletivos menos poluentes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Fonte

RELATED ARTICLES

Most Popular

Recent Comments