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Alunos da FGV visitam BRT Sorocaba e analisam modelo de concessão do sistema


Estudantes de Direito tiveram imersão prática em projeto pioneiro de parceria público-privada no transporte urbano

YURI SENA

Um grupo de 43 estudantes de graduação em Direito da Fundação Getulio Vargas realizou uma visita técnica ao sistema BRT Sorocaba como parte de um estudo sobre concessões e parcerias público-privadas no Estado de São Paulo. A atividade proporcionou uma imersão prática no modelo de gestão do transporte, considerado pioneiro no país por integrar implantação, operação e manutenção sob responsabilidade da concessionária.

O sistema é apontado como a primeira concessão precedida de obra no segmento de ônibus no Brasil, modalidade em que a empresa responsável assume todas as etapas do projeto. Essa característica tem atraído interesse acadêmico e técnico, tornando o BRT um objeto de análise para estudos sobre infraestrutura e mobilidade urbana.

Durante a visita, os alunos participaram de uma programação que incluiu a apresentação da estrutura administrativa e jurídica do sistema pela manhã e, no período da tarde, visitas técnicas ao Centro de Controle Operacional, ao Terminal Vitória Régia e ao Corredor Itavuvu. A atividade foi orientada pelo professor Fernando Marcato, especialista em Direito Público Comparado.

Segundo o docente, a experiência contribuiu para complementar o aprendizado teórico com a observação direta do funcionamento de uma concessão de grande impacto. Representantes do sistema também destacaram que a iniciativa contribui para a formação de futuros profissionais que atuarão em projetos de infraestrutura e mobilidade.

O BRT foi idealizado pelas empresas CS Brasil e MobiBrasil, com investimento total de R$ 475 milhões. Desse valor, parte foi financiada com recursos públicos municipais e federais, enquanto o restante ficou sob responsabilidade da iniciativa privada. O projeto incluiu obras, desapropriações, aquisição de veículos e implantação de sistemas inteligentes de transporte.

Desde o início da operação, o sistema já transportou mais de 80 milhões de passageiros, com frota climatizada, monitoramento em tempo real e integração tecnológica. Entre os recursos disponíveis estão aplicativos de acompanhamento da operação, Wi-Fi gratuito e controle operacional centralizado.

Além da tecnologia, o sistema também adota medidas sustentáveis, como uso de energia fotovoltaica, reaproveitamento de água e ônibus com menor emissão de poluentes, reforçando a proposta de mobilidade urbana com foco em eficiência e sustentabilidade.

Yuri Sena, para o Diário do Transporte



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