Publicado em: 21 de abril de 2026

De acordo com estimativas da Abramet, 85% dos danos em acidentes com os rodoviários poderiam ser menores se passageiros estivessem com os cintos afivelados
ADAMO BAZANI
Na volta de um feriado prolongado como este, muitas lembranças de passeios e momentos especiais se fundem com o cansaço e bate aquela vontade de, ainda no ônibus, de volta para a casa, dar aquela esticada e relaxar.
Legítimo, claro, mas para que a viagem se torne realmente uma boa recordação, pensar na segurança é fundamental.
E uma atitude que é obrigatória, mas nem sempre é cumprida pelos passageiros é o uso do cinto de segurança nos ônibus rodoviários.
A prática faz toda a diferença.
De acordo com estimativas da Abramet (Associação de Medicina de Tráfego), em torno de 85% dos danos aos passageiros num acidente com ônibus poderiam ser minimizados caso os cintos estivessem afivelados.
Outra estimativa é que mais de 50% dos óbitos poderiam ser evitados.
Mas, um levantamento de 2024 da PRF (Polícia Rodoviária Federal) indica que regularmente, só 12% dos passageiros usam o cinto durante toda a viagem.
E aí que está o problema. Muitas vezes, logo depois de o motorista avisar da obrigatoriedade do uso, no início da viagem, o passageiro até afivela o cinto.
Mas depois vai cansando, se mexendo, levanta para ir ao banheiro, desce nas paradas intermediárias e não coloca mais.
A presença do cinto em ônibus intermunicipais e interestaduais de característica rodoviárias é obrigatória desde 1997.
No caso do ônibus, além de evitar que o passageiro bata a cabeça no banco da frente ou nas divisórias do veículo, também impede que a pessoa seja lançada dentro ou mesmo para fora do salão de passageiros, que é bem maior que um veículo de passeio, cujo uso do cinto, por lei, virou hábito.
Estudos dão conta que estes fatores ligados ao lançamento das pessoas pelo ônibus são algumas das maiores causas de mortes.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


