O elenco do São Paulo é, no máximo, razoável.
É duro para quem já foi referência no futebol. Mas a realidade do clube é tentar ir o mais longe possível nas Copas e fazer campanha mediana no Campeonato Brasileiro.
Isso é justamente o que Roger Machado entrega, o que torna alucinada a perseguição que sofre no clube.
Após a vitória contra o Juventude, pela Copa do Brasil, o treinador disse que “nunca viu” nada igual ao que sofre no Morumbis.
Mas o fato é que Roger há muito tempo, em outros clubes que trabalhou e até quando foi cogitado para outros empregos, como no Corinthians, é bombardeado como raríssimos treinadores são no futebol brasileiro.
Ele pode não ser um técnico de primeira prateleira. Mas a Roger nunca se dá o benefício da dúvida.
Roger Machado tem um perfil que é raro na sua profissão.
Torcedor adora treinador boleiro, com linguagem simples e que não se manifeste em assuntos fora futebol, especialmente se for política.
Roger é refinado. Culto. Tem suas preferências políticas, que deveriam ser simplesmente respeitadas.
Em décadas, se contam nos dedos das mãos quantos treinadores brasileiros negros comandaram grandes clubes.
Roger é inteligente. É negro. Na tragédia brasileira, isso é ofensa para um treinador de futebol.


