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Rio Grande do Sul reconstrói infraestrutura viária com investimento de R$ 3,8 bilhões após enchente histórica


Intervenções em rodovias, pontes e hidrovias recuperam logística e ampliam capacidade de resposta a eventos extremos

ARTHUR FERRARI

Dois anos após a enchente de 2024, considerada a maior catástrofe da história do Rio Grande do Sul (RS), o estado avança na reconstrução da sua infraestrutura logística com investimentos de R$ 3,8 bilhões em estradas, pontes e hidrovias.

As ações são coordenadas pela Secretaria de Logística e Transportes do Rio Grande do Sul e integram o Plano Rio Grande, programa estadual que reúne cerca de R$ 14 bilhões em recursos destinados à recuperação e modernização de áreas afetadas.

A tragédia comprometeu mais de 8 mil quilômetros de rodovias estaduais, destruiu ao menos dez pontes e impactou a malha hidroviária. Como resposta emergencial, mais de R$ 400 milhões foram aplicados ainda durante a crise para liberar vias, reconstruir aterros, estabilizar encostas e recuperar pavimentos. Atualmente, cerca de 95% das estradas atingidas já foram reabertas ao tráfego.

No ciclo atual de investimentos, R$ 3,1 bilhões são direcionados à reconstrução de rodovias e pontes, enquanto R$ 731 milhões financiam a recuperação da navegabilidade em hidrovias. Ao todo, são 48 obras sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem e outras 11 conduzidas pela Empresa Gaúcha de Rodovias.

Entre os destaques, está a nova ponte da ERS-130, entre Lajeado (RS) e Arroio do Meio (RS), entregue em sete meses. A estrutura recebeu R$ 14 milhões e foi reconstruída com dimensões ampliadas, sendo mais alta e extensa que a anterior.

Outro ponto relevante é a reestruturação da ERS-348, com quatro frentes de obras, incluindo trechos rodoviários e pontes. O segmento entre Agudo (RS) e Dona Francisca (RS), um dos mais afetados pela enchente, passa por reconstrução completa, com investimento de R$ 169,7 milhões.

Também estão em andamento intervenções na ERS-129, entre Estrela (RS) e Roca Sales (RS), com 27,3 quilômetros em obras e aporte de R$ 55,9 milhões, além da ERS-640, entre Cacequi (RS) e Rosário do Sul (RS), com 64,2 quilômetros contemplados e investimento de R$ 98,1 milhões.

No transporte hidroviário, os investimentos somam R$ 731 milhões, incluindo dragagem de 22 canais e retirada de mais de 20 milhões de metros cúbicos de sedimentos. As ações abrangem mais de 320 quilômetros de hidrovias e 40 quilômetros de canais na região do Porto de Rio Grande.

A retomada da navegação inclui a reabertura do Porto de Porto Alegre (RS), que voltou a receber embarcações de longo curso e passou a operar com navegação noturna após mais de quatro décadas.

Além disso, a rodoviária da capital gaúcha passa por modernização, com conclusão prevista para maio de 2027. As intervenções incluem requalificação de plataformas, áreas comerciais e espaços de atendimento aos passageiros.

“O Plano Rio Grande nos permite atuar de forma organizada, combinando reconstrução com projetos estruturantes. Estamos qualificando a logística do Estado com intervenções que aumentam a capacidade da malha e preparam o Rio Grande do Sul para novos ciclos de desenvolvimento”, afirmou Clóvis Magalhães, titular da Secretaria de Logística e Transportes.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



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