Publicado em: 5 de maio de 2026

Mercedes-Benz sozinha responde por 50% de todo o setor, de acordo com federação
ADAMO BAZANI
Diante das incertezas sobre a economia, principalmente por causa dos aumentos do preço do óleo diesel em decorrência da guerra no Oriente Médio, o mercado de transportes acendeu um sinal de alerta e isso tem refletido nas renovações das frotas de ônibus, em especial dos urbanos, que é o segmento de maior volume e que tem sido mais suscetível à elevação dos custos já que não tem recebido demanda de outros meios de transportes (como ocorre com o rodoviário que espera receber passageiros do avião) e têm tarifas com reajustes apenas anuais.
Prova disso é o balanço divulgado pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, que reúne as revendedoras e concessionárias, divulgado nesta terça-feira, 05 de maio de 2026.
De acordo com a entidade, entre janeiro e abril deste ano, a os emplacamentos de ônibus tiveram recuo de 10,76% com 8.336 unidades em comparação com semelhante período de 2025.
Na comparação entre abril de 2026 com 2436 unidades para março com 2.475, a queda foi de 1,58% e em relação a abril de 2025, que registrou 2.546 veículos de transportes coletivos, a queda foi de 4,32%.
Em nota, o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, destacou que o segmento de ônibus está entre os mais suscetíveis a instabilidades políticas, mas acredita em recuperação parcial, com auxílio pela inclusão do segmento na segunda fase do programa MOVE Brasil, de renovação de frota.
“Ônibus é um segmento que costuma apresentar oscilações mais acentuadas, porque depende de ciclos de renovação e de projetos públicos de transporte. O desempenho de abril mostra estabilidade no mês, mas o acumulado ainda indica um mercado em recuperação gradual, que deve ser favorecido, a partir de agora, com a segunda etapa do Programa Move Brasil, que reduzirá as taxas e estenderá prazos de financiamentos pelo BNDES”, disse.
Com as linhas de financiamento, o início das entregas de ônibus escolares pelo Caminho da Escola, do Governo Federal, e boas perspectivas do segmento rodoviário pela migração do passageiro do setor aéreo, a Fenabrave aposta em crescimento de 3% para o mercado de ônibus em 2026 sobre 2025, com 29.709 unidades ante 28.844.
Apesar dos números positivos, a projeção no início do ano era de aumento mais acentuado.
MARCAS:
Em relação às macas, a Mercedes-Benz aumentou a participação no mercado e agora crava exatos 50% entre os mais diferentes segmentos entre janeiro de abril
1º M.BENZ – 4.168 unidades – 50,00%
2º VW TRUCK E BUS – 1.809 unidades – 21,70%
3º IVECO – 932 unidades – 11,18%
4º MARCOPOLO (Volare) – 905 unidades 10,86%
5º VOLVO – 143 unidades – 1,72%
6º SCANIA – 140 unidades 1,68%
7º INDUSCAR (Por causa dos elétricos Eletra) – 105 unidades 1,26%
8º AGRALE – 90 unidades 1,08%
9º BYD – 36 unidades 0,43%
10º CRRC 1 unidade 0,01%
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


