Publicado em: 5 de maio de 2026

Ciclistas da capital paulista relatam falta de manutenções na via e problemas de iluminação em outros trechos que ficaram de fora do edital
VINÍCIUS DE OLIVEIRA
No último dia 22 de abril, o Governo de São Paulo publicou um edital referente ao uso de áreas entre o Parque Bruno Covas e o Novo Rio Pinheiros.
O documento abrange o gerenciamento da Ciclovia do Rio Pinheiros, porém apenas da Ponte Cidade Jardim a sede do Pomar Urbano, totalizando 8,2 km de extensão.
Os moradores da capital paulista não viram com bons olhos a concessão à iniciativa privada, considerando a falta de manutenções e melhorias em outros trechos da ciclovia.
A sessão pública que irá definir a empresa vencedora da concessão está marcada para o dia 21 de maio.
Em nota ao Diário do Transporte, o governo estadual informou que também estão em andamento negociações entre CPTM, Enel, Farah Service e Emae para viabilizar a iluminação dos demais trechos da ciclovia.
“A permissão de uso qualificada do Parque Bruno Covas foi estruturada para melhorar a gestão do espaço e ampliar os serviços à população. O edital contempla exclusivamente o trecho entre a Ponte Cidade Jardim e a sede do Pomar Urbano, com 8,2 km. O prazo de 48 meses é estratégico e permitirá aperfeiçoar o modelo, subsidiando uma futura concessão mais ampla, com a inclusão de novos trechos que atualmente dependem de intervenções prévias, como o desassoreamento do Rio Pinheiros, previsto por meio de PPP, além de requalificação ambiental, criação de acessos entre as margens e garantia de condições adequadas de segurança, uso e sustentabilidade. Paralelamente, estão em andamento tratativas entre CPTM, Enel, Farah Service e Emae para viabilizar a iluminação no local. Além de estudos pela Semil para a integração de outros trechos e ciclovias ao longo do Rio Pinheiros, com o objetivo de padronizar a qualidade em toda a extensão.”
Vinícius de Oliveira, para o Diário do Transporte


