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ANTT divulga índice de qualidade do semiurbano do DF com Global como crítica, Catedral como regular e Amazônia e UTB como boas


IQT global passou de 4,54 para 5, mantendo o sistema na categoria “Regular”. Falta de renovação de frota é o principal problema, classificada como crítica

ADAMO BAZANI

O transporte semiurbano do Distrito Federal e entorno teve uma pequena melhoria, mas ainda não passou da classificação “regular”.

É o que revela o IQT (Índice de Qualidade do Transporte), da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), divulgado ao Diário do Transporte.

O IQT global passou de 4,54 para 5, mantendo o sistema na categoria “Regular”.

A falta de renovação de frota é o principal problema, classificada como crítica.

A avaliação individual das empresas de ônibus que operam as linhas neste sistema mostra que algumas companhias tiveram evolução, como a Kandango (Catedral) em relação ao ciclo anterior de avaliação, mas a maioria está em situação ruim, com destaque para a Global Transportes Rodoviários, classificada como crítica. A Amazônia Inter Turismo passou de ruim no primeiro ciclo para boa, assumindo a liderança.

A UTB – União Transporte Brasília caiu de primeiro para segundo lugar, mas continua sendo boa, de acordo com o IQT.

O IQT é composto de diferentes subitens, dos quais, a ANTT destacou as seguintes notas

Percepção dos Passageiros (9,5): O Indicador de Percepção do Usuário (IPU) no nível “Ótima”, sendo o principal ponto positivo.

Renovação de Frota (0,0): Permanece em nível crítico. A falta de novos ônibus é o maior desafio do sistema.

Monitoramento e Gestão (1,9): Houve lacunas no envio de dados de operação.

Regularidade em Vistorias (4,7): O cumprimento de vistorias técnicas está em nível regular.

 Regularidade e Financeiro (2,2 e 2,9): As empresas apresentaram dificuldades em enviar documentos de prestação de contas.

A ANTT também enviou ao Diário do Transporte as conclusões da comparação entre os ciclos.

COMPARAÇÃO DO 1º E 2º CICLO DE AVALIAÇÃO

Os dados mais recentes mostram que, de modo geral, o serviço prestado pelas empresas de transporte melhorou. Embora cada operadora tenha evoluído em ritmos diferentes, o desempenho do sistema como um todo está mais positivo.

Amazônia Inter Turismo Ltda. foi o maior destaque. A nota da empresa subiu de 3,60 para 6,94, garantindo a maior evolução entre todas as participantes e fazendo-a subir várias posições no ranking.

As empresas Central Expresso e Rota do Sol também apresentaram melhorias em seus índices, porém, ainda mantem classificação ruim.

Empresa 1º Ciclo 2º Ciclo Variação
AMAZÔNIA INTER TURISMO LTDA. 3,60 6,94 +3,34
UTB – UNIÃO TRANSPORTE BRASÍLIA LTDA. 7,35 6,74 -0,61
KANDANGO TRANSPORTES E TURISMO LTDA. 5,75 5,39 -0,36
CENTRAL EXPRESSO TRANSPORTES LTDA. 2,20 3,27 +1,07
ROTA DO SOL TRANSPORTES E TURISMO LTDA. 2,43 3,18 +0,75
RMDS TRANSPORTES LTDA. 2,32
GLOBAL TRANSPORTES RODOVIÁRIOS LTDA. 1,67
VIAÇÃO TRANSPORTE COLETIVO DO ENTORNO LTDA. (Transferido para a UTB em 20/11/2025 – OS 37335095) 0,25 0,00 -0,25

A análise histórica aponta que o sistema de transporte do Entorno está em um processo de leve melhora, embora os problemas estruturais sejam persistentes.

Evolução dos Índices

 

Comparação dos resultados do 1º e 2º Ciclos de Avaliação Comparação dos resultados do 1º e 2º Ciclos de Avaliação

 

Principais Conclusões da Evolução:

  • Melhora na Percepção: O passageiro sente um serviço melhor ou mais adequado, refletido no salto da nota de satisfação dos usuários.
  • Frotas Antigas: Pelo segundo ciclo consecutivo, a renovação de veículos é nula. A frota do sistema possui, em média, mais de 10 anos de uso.
  • Desafios de Fiscalização: Embora as notas de vistorias e conformidade regulatória tenham subido, isso pode estar relacionado a uma diminuição no número de fiscalizações presenciais no período, o que exige atenção dos órgãos reguladores.
  • Regularidade e informações contábeis: Houve redução dos indicadores, consequência da ausência de dados da maioria das empresas fiscalizadas, que não enviaram a documentação no âmbito da Fiscalização Econômico-Financeira anual, o que compromete a avaliação do atendimento aos requisitos formais e da sustentabilidade financeira.
  • Gestão de Dados: O envio e processamento de dados pelo sistema de monitoramento (Monitriip) teve piora, indicando que as empresas estão enviando menos informações em tempo real sobre as viagens.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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