Publicado em: 18 de maio de 2026

Trata-se de um “Tour de Estudo de Fabricantes de Ônibus Elétricos” neste mês de maio
ADAMO BAZANI
O Ministério das Cidades do Brasil vai conhecer de perto a produção e a operação de ônibus elétricos em Shenzhen, na China.
Trata-se de uma atividade denominada “Tour de Estudo de Fabricantes de Ônibus Elétricos”
O evento ocorre entre no período de 21 a 28 de maio de 2026.
Foi até mesmo designado um servidor para a missão: Marcos Daniel Souza dos Santos. A oficialização ocorreu nesta segunda-feira (18).
A pasta, que é responsável pela seleção e liberação de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade, vai realizar missões técnicas, visitas industriais ou programas de capacitação com órgãos parceiros para acelerar a eletromobilidade no transporte coletivo brasileiro.
Shenzhen é considerada a maior frota de ônibus elétricos do mundo, com cerca de 16 mil unidades em operação desde 2017, a maior parte entre 11 m e 12 metros de comprimento.
Além disso, é sede de fabricantes, sendo a maior a BYD (Build Your Dreams), que possui plantas no Brasil também e oscila entre a segunda e terceira posição no mercado de ônibus elétricos brasileiro, se revezando com a Mercedes-Benz. A liderança é da parceria entre as nacionais Caio e Eletra.
Como mostrou o Diário do Transporte em maio de 2025, que a cidade de São Paulo vai receber em torno de R$ 560 milhões, numa primeira etapa, do governo Chinês para financiar a compra de ônibus da BYD pela prefeitura da capital paulista, principal polo econômico brasileiro.
O diretor da BYD, voltado para o segmento de ônibus, Marcelo Schneider, disse na ocasião, ao editor-chefe e criador, Adamo Bazani, ue esse recurso foi obtido por meio de uma intermediação entre a BYD e o governo chinês, a pedido do próprio prefeito Ricardo Nunes, e que os recursos serão exclusivamente e totalmente para modelos da BYD. Assim, nem outras marcas chinesas terão acesso. Schneider explicou que isso deve ser uma regra do banco do governo chinês, que é como se fosse um BNDES da China.
No país asiático, o banco estatal de fomento é regionalizado. Ou seja, é como se houvesse um BNDES para cada região ou macro-região, que financiaria apenas empresas localizadas nesses pontos.
A intermediação foi feita junto ao braço do “BNDES” de Shenzhen, onde fica a sede da BYD. Como não há nenhuma outra produtora de ônibus elétricos habilitada para vir para o Brasil nesta localidade, o dinheiro, segundo Schneider, será apenas para veículos da BYD.
Relembre:
VÍDEO: BYD tem 500 ônibus encomendados para São Paulo. Financiamento chinês é só para a marca

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


