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Tarifa Zero Nacional vai custar por ano R$ 110 bilhões, calculam empresários de ônibus, que apresentaram proposta ao Governo Federal


NTU desenvolve programa chamado Transporte para Todos

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

Uma tarifa zero nacional, como vem sendo defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria custo estimado em cerca de R$ 100 bilhões por ano.

A projeção é das empresas de ônibus que operam no País e foi apresentada pelo diretor de Gestão da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos), Marcos Bicalho, durante o ZURB – Seminário de Mobilidade Urbana, realizado em Recife (PE), com cobertura do Diário do Transporte.

Para chegar à estimativa, o setor considerou os atuais custos anuais de aproximadamente R$ 75 bilhões das operações de ônibus urbanos e R$ 15 bilhões dos sistemas de trens e metrôs. As empresas também calcularam um aumento de cerca de 20% na demanda de passageiros em razão das gratuidades, o que elevaria os custos totais do sistema de aproximadamente R$ 90 bilhões para algo entre R$ 100 bilhões e R$ 110 bilhões por ano.

Segundo Bicalho, a NTU já apresentou preliminarmente ao Governo Federal um estudo chamado “Transportes para Todos”, ainda em fase de conclusão.

O Diário do Transporte mostrou nesta quarta-feira (20), em primeira mão, os quatro pilares da proposta, que incluem a utilização de recursos do Bolsa Família para custear deslocamentos de beneficiários, o compartilhamento das gratuidades entre os ministérios responsáveis pelas áreas atendidas e a modernização do vale-transporte.

Entre os pontos apresentados pela NTU estão:

  • Gratuidade: o princípio defendido é que o responsável pelo beneficiário arque com o custo do deslocamento. Como exemplo, as áreas de Educação custearem as passagens de estudantes e as áreas da Saúde financiarem o transporte de pessoas com deficiência.
  • VTS (Vale-Transporte Social): recursos de programas sociais federais, como o Bolsa Família, seriam utilizados para ajudar no custeio do transporte das pessoas de menor renda.
  • VTT (Vale-Transporte do Trabalhador): proposta de modernização do vale-transporte tradicional, com regras consideradas mais adequadas às realidades de trabalhadores e empregadores.
  • Subsídios: com a definição de novas fontes de custeio, os municípios teriam melhores condições de dimensionar os subsídios tarifários, reduzindo o valor das passagens e contribuindo para a manutenção dos serviços.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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