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Combate à evasão de tarifas e ao vandalismo nos transportes públicos vai além de reforçar policiamento, mostra BRT do Rio de Janeiro


Por dia, sistema perdia R$ 300 mil. Infraestrutura e requalificação foram fundamentais

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

De um cenário extremo de degradação para uma fase de recuperação de demanda e de imagem. Essa é a condição do BRT do Rio de Janeiro (RJ), que passou a ser administrado e operado pela prefeitura.

O que mostrou a ex-secretária de Transportes da cidade, Maína Celidonio, que esteve à frente dos investimentos em melhorias, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, no ZURB – Seminário de Mobilidade Urbana, realizado em Recife (PE) pelo Urbana-PE, sindicato das empresas de ônibus da região, com cobertura presencial do Diário do Transporte.

Segundo Celidonio, a evasão tarifária chegou a 40% e, em dois anos, caiu para 9%.

Em alguns dias, o prejuízo chegava a R$ 300 mil.

Não apenas pessoas viajando sem pagar, mas também vandalismo contra ônibus e estações, incluindo roubos e furtos de cabos de energia das paradas, eram realidade no sistema.

A gestora afirmou que investimentos em segurança foram fundamentais, como o programa BRT Seguro, uma espécie de operação delegada com guardas municipais da cidade.

Mas não foi apenas isso.

A requalificação do sistema também foi apontada como essencial. Um dos investimentos ocorreu na infraestrutura. Além de mais confortáveis, os ônibus e as estações passaram a contar com itens de segurança e características que impedem ou dificultam ações criminosas.

A comunicação foi outro pilar. Campanhas com linguagem mais próxima da população, muitas vezes beirando o politicamente incorreto, foram adotadas.

A tecnologia de segurança também ganhou destaque. Não apenas câmeras de monitoramento, mas dispositivos que ampliam a interação entre o sistema, os infratores e a população em geral. Ao detectar evasões e atos de vandalismo, alertas sonoros, nem sempre “polidos”, passaram a constranger publicamente quem comete irregularidades.

Quando assumiu a gestão do BRT à frente da secretaria, em março de 2021, Maína Celidonio encontrou um cenário de redução da frota: dos 430 ônibus previstos em contrato, apenas 120 operavam nos corredores, e grande parte dos veículos apresentava péssimo estado de conservação.

Hoje, o sistema conta com 853 coletivos, todos adquiridos com recursos públicos por meio de licitação.

A demanda também supera os níveis anteriores à pandemia de covid-19. Um dos marcos foi alcançado neste ano, com 611 mil passageiros transportados por dia.

Somente em frota, desde 2021, quando a prefeitura assumiu o BRT, foram investidos R$ 2 bilhões.

A centralização de garagens e pontos de apoio também ajudou a ampliar a eficiência do sistema.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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