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ENMU do BNDES será oportunidade para indústria de ônibus comercializar veículos urbanos com maiores categoria e capacidade


Ônibus da Região Metropolitana de Recife rodam acima da idade permitida

Modelos elétricos, biometano e mesmo a diesel devem aquecer renovação de frota em médio prazo com os projetos de BRT

ADAMO BAZANI

A frota de ônibus urbanos no Brasil, hoje envelhecendo por causa das restrições de crédito pelos juros altos e ainda dificuldades das empresas operadoras que aguardam um novo cenário com a implantação do Marco Legal do Transporte Público, que só deve ser aplicado um ano após a regulamentação, em meados de 2027, pode ter uma qualificação em médio prazo com mais veículos de maior porte e capacidade com os financiamentos previstos em corredores BRT (Bus Rapid Transit) apontados como prioritários pelo ENMU – Estudo Nacional de Mobilidade Urbana do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O ponto foi destacado pelo economista e especialista em mobilidade urbana e estruturação de projetos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Paulo Alexandrino, no ZURB -Seminário de Mobilidade Urbana, realizado em Recife pelo Urbana-PE,. sindicato das empresas de transportes da região metropolitana, com cobertura presencial de Adamo Bazani.

Foram indicado como potenciais recebedores de R$ 80 bilhões em financiamentos projetos de BRT em 21 regiões metropolitanas.

Os BRTs recebemo ônibus maiores e de maior valor agregado. A preferência será por modelos com alternativas de tração menos poluentes que o diesel, como biometano (combustível obtido na decomposição de resíduos) e os elétricos. Mas os modelos diesel tecnologia de redução de poluição Euro 6 também estarão nos planos

Somente na região metropolitana de Recife, onde 839 ônibus rodam com mais de sete anos, correspondendo a 51% da frota total, serão quatro projetos de BRTs.

No evento, o Governo do Estado disse que entre as metas estão concluir a licitação em andamento para 100 ônibus elétricos, voltar a implantar modelos de grande porte e ainda estuda colocar ônibus a biometano.

As regiões metropolitanas contempladas serão se Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Santos (SP), Campinas (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Vitória (ES), Goiânia (GO), Distrito Federal, Salvador (BA), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Natal (RN), Teresina (PI), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Belém (PA) e Manaus (AM).

O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério das Cidades, concluiu a definição de 187 projetos para ampliar as redes de transporte público coletivo de média e alta capacidade (TPC-MAC) nas 21 maiores regiões metropolitanas (RMs) do país.

Ao todo, são estimados investimentos da ordem de R$ 430 bilhões, sendo R$ 230 bilhões em metrôs, R$ 31 bilhões em trens, até R$ 105 bilhões em veículos leves sobre trilhos (VLT), até R$ 80 bilhões em bus rapid transit (BRTs) e R$ 3,4 bilhões em corredores exclusivos de ônibus. A aceleração desses investimentos dependerá do modelo de financiamento adotado, sendo os investidores privados via concessões e parcerias uma ferramenta relevante.

A implementação de todos os projetos previstos no ENMU resultará na redução estimada de 8 mil mortes em acidentes de trânsito ao até 2054 nas 21 RMs. E, também, evitará a emissão de 3,1 milhões de toneladas de CO2 por ano, equivalentes a uma absorção de carbono de uma área estimada de floresta amazônica de 6.200 km², equivalente a 5 vezes a área do município do Rio de Janeiro.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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