Publicado em: 23 de maio de 2026

Veículo circula na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará
ADAMO BAZANI
A TCB (Transportes Coletivos de Brasília), do Distrito Federal, estima concorrências para a compra de ônibus elétricos escolares.
Para isso, vai analisar as opções disponíveis no mercado brasileiro, tanto de modelos nacionais.
A companhia pública já iniciou na última quinta-feira, 21 de maio de 2026, testes com um micro-ônibus elétrico da chinesa Ankai, para transportes escolares.

21/05/2026 às 17h51 – Atualizado em 21/05/2026 às 20h51
Projeto-piloto da TCB avalia desempenho, acessibilidade e sustentabilidade do veículo em rota escolar entre Estrutural e Guará
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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
O Distrito Federal iniciou neste mês de maio testes com um ônibus escolar 100% elétrico em uma rota do transporte escolar da rede pública de ensino. A iniciativa é realizada pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) em parceria com a iniciativa privada.
O veículo em teste atua na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará, em operação assistida e monitorada pelas equipes técnicas da TCB. O objetivo é avaliar o desempenho do ônibus elétrico em condições reais de circulação e ampliar os estudos sobre a viabilidade da tecnologia no transporte escolar do DF.
“Este piloto inaugura, para a TCB, o caminho da eletrificação da frota escolar do Distrito Federal. Os próximos ciclos contratuais do transporte escolar serão o momento natural para incorporar essa tecnologia em escala, e é por isso que precisamos chegar lá com evidência técnica robusta, e não com improviso”, afirmou em nota, a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá.
O veículo, modelo OE-9, que já foi testado no transporte urbano convencional de outras regiões, como na capital paulista, circula na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará.
Segundo a TCB, equipes técnicas da empresa vão analisar dados como desempenho operacional, desgastes de peças, insumos e pneus; autonomia e rendimento das baterias, acessibilidade, que neste caso é plena pelo fato de o modelo ter piso baixo total, inclusive na última porta.
O modelo possui o sistema de rebaixamento lateral da suspensão do veículo, conhecido como “kneeling”, que facilita o embarque de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, além de rampa de acesso, área reservada para pessoas com deficiência (PcD), sistema de fixação para cadeiras de rodas e assentos preferenciais sinalizados.
A estrutura do modelo é monobloco, incorporando carroceria, chassi e motores elétricos.
A autonomia estimada de aproximadamente 200 quilômetros por carga completa e tempo médio de recarga de cerca de 3h30, o veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes.
As equipes técnicas também irão acompanhar indicadores relacionados à manutenção, eficiência energética e desempenho operacional do ônibus em comparação aos modelos convencionais utilizados atualmente.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


