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SPI usa desempenho de concessões ferroviárias para calcular bônus de servidores; indicadores apontam que concessionárias da Motiva Trilhos superaram meta estipulada



Indicadores divulgados pelo Governo de São Paulo mostram metas ligadas às Linhas 4, 5, 8 e 9 e ampliação da malha concedida

ARTHUR FERRARI

A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do Governo de São Paulo publicou no Diário Oficial do Estado a apuração oficial da Bonificação por Resultados (BR) referente ao exercício de 2025. O índice consolidado atingiu 98,36% das metas estabelecidas para a pasta, considerando indicadores ligados às concessões metroferroviárias, rodovias estaduais e obras do Rodoanel Norte.

Os dados foram oficializados pela Resolução SPI nº 066, assinada pelo secretário Rafael Benini.

Entre os principais critérios avaliados aparece o desempenho operacional das linhas concedidas do sistema sobre trilhos da Região Metropolitana de São Paulo. O indicador teve peso de 30% no cálculo final da bonificação e considerou os índices de qualidade operacional e de manutenção das Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Segundo a nota técnica divulgada pela SPI, a média consolidada das quatro linhas ficou em 93,27%, acima da meta estipulada de 93%.

Os números detalhados mostram diferenças significativas entre os sistemas operados pelas concessionárias. A Linha 4-Amarela registrou o melhor desempenho geral, com índice médio de 99,88%, seguida pela Linha 5-Lilás, com 99,75%.

Já as linhas operadas pela ViaMobilidade tiveram resultados inferiores. A Linha 9-Esmeralda fechou 2025 com média de 89,70%, enquanto a Linha 8-Diamante apresentou 83,73%.

A tabela publicada pela secretaria mostra que os indicadores da Linha 8 sofreram oscilações durante o ano, principalmente nos índices operacionais, chegando a registrar 51,51% em janeiro e 50,53% em fevereiro no IQS. Na Linha 9, os menores índices operacionais ocorreram entre março e abril, quando o IQS ficou em 60,47% e 85,20%, respectivamente.

Os cálculos utilizaram os Índices de Qualidade dos Serviços Operacionais (IQS) e de Manutenção (IQM), auditados por empresas independentes e certificados pela Artesp.

A SPI também detalhou o crescimento da participação da iniciativa privada na rede metroferroviária paulista. De acordo com o relatório, 71,12% da malha operacional de trilhos metropolitanos já está concedida à iniciativa privada.

Os dados divulgados pelo governo mostram que a rede metroferroviária paulista possui atualmente 375,3 quilômetros implantados e em operação, somando metrô, trens metropolitanos e monotrilho. Desse total, 266,9 quilômetros estão sob contratos de concessão.

A publicação considera na conta as Linhas 4-Amarela e 5-Lilás do Metrô, concedidas respectivamente à ViaQuatro e ViaMobilidade, além das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM, concedidas à ViaMobilidade. O documento também cita contratos já assinados para futuras concessões, como as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

No setor rodoviário, o governo informou que 51,15% da malha estadual paulista já está concedida à iniciativa privada. Atualmente, o sistema contabiliza 22 contratos ativos de concessões e PPPs rodoviárias.

Outro eixo relevante na composição da bonificação foi o avanço físico das obras remanescentes do Rodoanel Norte. O empreendimento alcançou 68,69% de execução até o final de 2025, índice ligeiramente abaixo da meta de 70%.

Segundo a secretaria, a retomada das obras ocorreu em 2024 e o primeiro trecho entre a Rodovia Presidente Dutra e a Rodovia Fernão Dias entrou em operação em dezembro de 2025. A previsão oficial é concluir integralmente o empreendimento em 2026.

A SPI também avaliou o tempo médio de resposta aos pedidos feitos por cidadãos no Sistema de Informação ao Cidadão (SIC). Em 2025, foram registradas 460 solicitações, atendidas em média em 14 dias, exatamente dentro da meta estabelecida.

No documento, o governo afirma que os indicadores foram estruturados com foco em expansão, qualidade, eficiência e fiscalização dos contratos de concessão e PPPs estaduais.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



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