Publicado em: 26 de janeiro de 2026

Cai total obtido com multas contra empresas de ônibus e de cargas e sobe sobre concessões de rodovias
ADAMO BAZANI
Colaborou Arthur Ferrari
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) arrecadou, em 2025, até o mês de novembro — dado mais recente disponível — R$ 1,39 bilhão (R$ 1.396.229.797), montante 33,6% superior aos R$ 1,04 bilhão registrados no mesmo período de 2024.
Trata-se da maior arrecadação para o intervalo desde 2022, quando os cofres da agência somaram R$ 1,71 bilhão (R$ 1.712.812.037).
A estimativa é que, mantido o atual perfil de receitas, o fechamento total de 2025 alcance cerca de R$ 1,5 bilhão, figurando entre os maiores resultados dos últimos anos.
De acordo com levantamento ao qual o Diário do Transporte teve acesso, praticamente metade da arrecadação de 2025 — 49%, ou R$ 682,21 milhões (R$ 682.212.970) — teve origem nas concessões de rodovias e ferrovias. Esse montante inclui taxas de fiscalização, repasses e multas incidentes sobre operações de transporte de cargas e passageiros vinculadas ao tráfego nas estradas.
Essa foi a fonte de receita que apresentou o maior crescimento em um ano. O valor passou de quase R$ 350 milhões (R$ 346.979.431) no período de janeiro a novembro de 2024 para R$ 682,21 milhões em igual intervalo de 2025, alta de 96,66%.
A segunda maior fonte de arrecadação da ANTT entre janeiro e novembro de 2025 foi composta por taxas de fiscalização e multas aplicadas a transportadoras de cargas e empresas de ônibus, totalizando R$ 261,2 milhões (R$ 261.262.301), o equivalente a 19% do total.
Nesse caso, houve queda expressiva na comparação anual. O valor recuou de R$ 644.405.561 no período de janeiro a novembro de 2024 para R$ 261,2 milhões em 2025, redução de 59,5%.
Parte desses números é explicada pelo avanço dos processos de concessão e renovação de rodovias, movimento que deve continuar ao longo de 2026.
Como mostrou o Diário do Transporte, o Governo Federal confirmou que levará a leilão, ainda em 2026, uma nova concessão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR), principal ligação entre as regiões Sul e Sudeste do país, com papel relevante também no transporte intermunicipal e metropolitano.
Relembre
Governo Federal confirma leilão da Régis Bittencourt para 2026, após TCU aprovar por unanimidade nova concessão nesta quarta (21)
A confirmação ocorreu após o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovar por unanimidade a medida, em sessão realizada na quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.
O Tribunal de Contas da União também aprovou a nova concessão da Via Brasil, que abrange a BR-163 nos estados de Mato Grosso (MT) e Pará (PA).
Já no segmento de multas e taxas relacionadas ao transporte de passageiros, chama atenção o avanço do chamado Novo Marco Regulatório do TRIIP — Transporte Rodoviário Interestadual e Internacional de Passageiros —, que estabeleceu regras mais claras e estruturadas para a operação das linhas regulares de ônibus.
Veja os principais gráficos





Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


