Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

Assembleia mantém estado de greve no Metrô de São Paulo e operação segue normal nesta quinta-feira (12)
Votação definirá novas datas para assembleias que definirão ou não greve
ARTHUR FERRARI
Os trabalhadores do Metrô de São Paulo (SP) decidiram, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, não deflagrar greve neste momento. A categoria optou por manter o estado de mobilização enquanto aguarda desdobramentos das discussões sobre o Plano de Carreira e demais reivindicações trabalhistas.
Com a decisão, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata seguem operando normalmente.
Os metroviários haviam entrado em estado de greve após a companhia encerrar negociações sobre mudanças no plano funcional. A medida funcionou como instrumento de pressão, sem interrupção do serviço.
A categoria decidiu realizar votação online durante as próximas 24 horas para definir novas movimentações sobre a possível greve. Uma nova assembleia deve ser definida para o dia 23 de fevereiro ou 4 de março.
Entre as reivindicações apresentadas pelo sindicato estão o pagamento de “steps”, com reajustes iguais para todos os empregados e revisão do limite de 1% da folha destinado às progressões; o fim da “análise comportamental” nos processos de promoção; realização de concursos públicos para recomposição do quadro; oposição à terceirização; valorização dos oficiais de manutenção; e retorno da nota mínima 6,5 em concursos internos, desvinculada das metas globais da diretoria.
De acordo com Alex Santana, Vice Presidente da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), o Metrô não possibilitou nenhuma negociação sobre o novo plano de carreira. Os trabalhadores já rejeitaram o plano em algumas oportunidades, mas a empresa insiste na pressão para que a categoria faça adesão.
“O Metrô continua terceirizando diversas áreas, abriu novo Plano de Demissões e não abre concurso público para novas contratações. Não bastassem todos esses problemas, a direção do Metrô mantém defasagem salarial entre funcionários que realizam mesmas atividades, disse Santana.
Ainda segundo o vice-presidente da entidade, a partir desta quinta-feira (12) os Metroviários utilizarão camisetas do sindicato no lugar do uniforme.
A lista de reivindicações inclui ainda:
- Mais contratações por concurso público
- Basta de terceirizações
- Contrariedade ao plano fim de carreira, por uma proposta discutida com a base
- equiparação salarial
Mesmo sem paralisação neste momento, a categoria mantém a possibilidade de novas decisões caso não haja avanço nas tratativas.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


