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China avança pela América Latina. Yutong exporta 600 ônibus a diesel para a Nicarágua. Diário do Transporte conferiu de perto e presencialmente o fenômeno em países como Colômbia e Chile


Primeiro lote de 180 unidades para cooperativas de transportes. Brasil tem perdido o posto

ADAMO BAZANI

Setor que era majoritariamente ocupado pelo Brasil, o mercado de ônibus na América Latina tem registrado uma participação cada vez maior da China.

Avanços tecnológicos, subsídios do governo chinês, repasses de estoques represados, políticas de preços, ampliação de capacidade produtiva, eletrificação (mas não somente), coordenação entre as marcas, compras por licitação com o principal critério sendo o valor dos veículos e unificação de métodos de produção estão entre os trunfos das fabricantes asiáticas.

Por outro lado, no Brasil, as indústrias de ônibus elétricos ainda não recebem incentivos equivalentes aos chineses, não possuem o mesmo nível de padronização de peças e modelos e nem de métodos de produção.

Mas dizer que somente o mercado de elétricos é o responsável pelo quadro, é simplificar a questão.

Os chineses têm avançado também no segmento de coletivos a diesel.

No primeiro trimestre, de 2026 o Governo da Nicarágua e a fabricante chinesa Yutong anunciam um acordo para a incorporação no País de 600 ônibus que devem ser entregues até o final do ano.

As 180 unidades, entre vans e micro-ônibus, repassadas a cooperativas de transportes, já estão em circulação e chegaram entre fevereiro e março.

A maior parte é do modelo ZK6729DG2, com motorização a diesel padrão Euro V de redução de emissões de poluentes.

O modelo, de sete metros de comprimento e suspensão metálica, tem capacidade entre 37 e 40 passageiros, motores Cummins ISF3.8S3154/ISF3.8S4154. A potência é de 103cv a 2800 rpm, com caixa de câmbio Eaton ESBO-6106A.  O torque é de 420 Nm a1600-1900 rpm.

Ou seja, básico do básico, mas que mesmo assim vai representar uma transformação nos transportes altamente degradados, de acordo com o próprio governo local.

A política financeira, governamental e industrial da China é tão organizada que mesmo com plantas na América Latina, algumas marcas chinesas ainda entendem ser mais vantajoso que os ônibus cruzem praticamente o Globo Terrestre para chegar ao importador do que sair de um país vizinho.

Em 2024, a convite da chinesa BYD, uma das maiores marcas mundiais de ônibus elétricos, o editor-chefe e criador do Diário do Transporte, Adamo Bazani, esteve em Bogotá, na Colômbia, onde a empresa tem participado efetivamente da modernização e eletrificação da frota do transporte coletivo urbano.

Na ocasião, em uma das garagens de ônibus, executivos da fabricante disseram que a planta brasileira de pesados da BYD no Brasil, em Campinas (SP), tem potencial de ser polo exportador de coletivos elétricos, mas que até o momento, ainda era mais vantajoso saírem os ônibus da China para a Colômbia que do Brasil para a Colômbia.

Relembre:

Em 2025, o criador e editor-chefe do Diário do Transporte, Adamo Bazani, a convite da Mercedes-Benz para conferir de perto o modelo de ônibus rodoviário e de fretamento O500 El Más Potente, utilizado em operações severas, aproveitou para circular pelo transporte urbano de Santiago, que era um dos principais destinos de coletivos brasileiros.

Era um destino dos ônibus brasileiros porque com a eletrificação do sistema de linhas, a China virou “imbatível”.

Marcas como Youtong, Foton e BYD estão cada vez mais presentes.

Veja vídeo no local neste link:

A capital chilena se aproximada de cerca de 3,5 mil ônibus elétricos…praticamente todos chineses.

O Diário do Transporte noticiou também que a fabricante chinesa Higer Bus assinou em 27 de fevereiro de 2024, o contrato para fornecimento de 100 ônibus elétricos com baterias para a CUTCSA – Companhia Uruguaia de Transporte Coletivo S.A., que opera em Montevidéu, no Uruguai.

Deste total, 94 ônibus são do tipo padron 12 metros monobloco, modelo Azure A12 BR, que também está disponível no mercado brasileiro. Outros seis ônibus são de dois andares para turismo urbano, com a parte superior aberta.

Relembre:

Em 2022, a marca já havia vencido outro fornecimento de ônibus elétricos.

O MODELO EXPORTADO PARA A NICARÁGUA:

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Fonte

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