23.3 C
Rondonópolis
terça-feira, 3 fevereiro - 21:55
- Publicidade -
Publicidade
HomeAgroChuvas intensas impactam soja, milho e outras culturas; veja quais

Chuvas intensas impactam soja, milho e outras culturas; veja quais


As chuvas intensas seguem impactando áreas rurais do Brasil e exigem atenção redobrada do produtor nos próximos dias. De acordo com o meteorologista Marco Antônio, da Rural Clima, o excesso de precipitação já provoca transtornos principalmente em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

As culturas mais afetadas neste momento são a soja, que está em fase de desenvolvimento e colheita, e o milho, que se encontra em período de plantio. Segundo ele, é fundamental que o produtor acompanhe diariamente a previsão do tempo, já que há indicação de continuidade das chuvas, especialmente sobre o Cerrado, com volumes elevados previstos entre os dias 10 e 20 de fevereiro.

Segundo a Climatempo, esse cenário é provocado pelo avanço de uma frente fria pelo litoral do Brasil, que favorece a formação de um corredor de umidade intenso e persistente sobre o interior do país. Esse padrão atmosférico configura um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), com potencial para gerar chuvas volumosas e duradouras em áreas do Sudeste, Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste.

No início da semana, as chuvas ainda ocorrem de forma mais distribuída sobre o centro-sul do Brasil, com volumes moderados no leste da Região Sul, Paraná, interior do Centro-Oeste e do Sudeste, com destaque para São Paulo, Sul e Triângulo Mineiro.

A partir de terça-feira, as instabilidades passam a se concentrar na metade norte do país, com o fortalecimento do corredor de umidade associado à ZCAS. Em contrapartida, o ar mais seco e frio avança sobre o Sul do Brasil, além de áreas de São Paulo e Mato Grosso do Sul, garantindo tempo firme, grande amplitude térmica, madrugadas mais frias e tardes mais quentes, condição favorável às atividades no campo, especialmente para a colheita da soja no Paraná.

Nas regiões da metade norte do país, a atuação da ZCAS mantém dias consecutivos de céu encoberto e chuvas persistentes, caracterizando períodos de invernada. As áreas mais afetadas incluem o Rio de Janeiro, centro-sul do Espírito Santo, interior de Minas Gerais, interior de Goiás, leste de Mato Grosso, sul do Tocantins e extremo oeste da Bahia.

Entre terça e sexta-feira, os acumulados podem variar entre 120 mm e superar os 200 mm, aumentando o risco de alagamentos, dificuldades logísticas e paralisação das atividades agrícolas. O excesso de umidade aliado à baixa luminosidade também eleva o risco de doenças fúngicas nas lavouras.

Apesar dos impactos operacionais, essas chuvas têm papel importante na recuperação dos níveis dos reservatórios do centro-norte do país e beneficiam áreas que vinham enfrentando períodos de veranico, conforme o boletim.

Regiões do Espírito Santo, norte de Minas Gerais, interior da Bahia e áreas do Matopiba recebem volumes que favorecem a recomposição da umidade do solo, contribuindo para o bom desenvolvimento de culturas como soja, algodão e café, além de reduzir o estresse térmico das plantas. Veja os efeitos para cada cultura:

Soja

As chuvas fortes e persistentes associadas à ZCAS seguem impactando as áreas produtoras de soja no Brasil central. Em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a cultura está em fase de desenvolvimento e colheita, o que aumenta a vulnerabilidade aos excessos de umidade.

No interior de Minas Gerais, os acumulados podem se aproximar de 200 mm, enquanto em Goiás, norte de Mato Grosso, sul do Tocantins e oeste da Bahia os volumes variam entre 120 e 150 mm. Esse cenário pode atrasar a colheita, comprometer a qualidade dos grãos e gerar dificuldades logísticas, exigindo atenção constante do produtor à previsão do tempo.

Milho

Conforme informações da Climatempo, o milho também exige atenção, principalmente nas áreas onde ocorre o plantio da segunda safra. As invernadas provocadas pela ZCAS em regiões de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Matopiba podem atrasar a implantação do milho safrinha e prejudicar o calendário agrícola. Além disso, o excesso de chuva pode afetar áreas de milho de primeira safra e dificultar o avanço da colheita da soja, impactando diretamente o planejamento do produtor.

Café

As áreas cafeeiras do Sudeste e Nordeste permanecem sob influência de chuvas persistentes. São esperados volumes elevados no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia e Alta Mogiana Paulista, com acumulados próximos de 200 mm no sul do Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e Zona da Mata Mineira. No Cerrado, os volumes ficam entre 120 e 150 mm. Embora a umidade elevada mantenha o solo bem abastecido, o excesso de chuva pode provocar paralisação das atividades no campo e aumentar o risco de problemas fitossanitários nas lavouras.

Cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar enfrenta um cenário de transição ao longo da semana. A passagem de uma frente fria ainda provoca instabilidades no início do período em áreas do Centro-Sul, mas, com o deslocamento das chuvas mais intensas para o Brasil central e norte, o tempo seco volta a predominar no interior da Região Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Essa condição tende a favorecer a retomada das operações no campo.

Algodão

Para o algodão, as chuvas trazem riscos e benefícios. Entre Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, os acumulados podem superar 150 mm, elevando o risco de transtornos nas atividades agrícolas e exigindo atenção ao manejo. Em contrapartida, no interior da Bahia, as chuvas retornam de forma mais regular, com volumes entre 50 e 70 mm, melhorando a umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras.



Fonte

RELATED ARTICLES

Most Popular

Recent Comments