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Confira dicas para sentir menos os impactos dos aumentos das tarifas de transportes públicos no bolso


Compras de créditos antecipadas e modalidades específicas do Bilhete Único podem ser alternativas, mas é necessário atenção a casos e regras de cada sistema

ADAMO BAZANI

Nesta época do ano, não tem jeito. Grande parte dos sistemas de transportes pelo País aumenta as tarifas de ônibus, trens, monotrilho e metrô.

Uma medida necessária e prevista em contrato com as prestadoras de serviços para reequilibrar os aumentos de custos operacionais ao longo do ano, mas que não deixa de ser um peso na família brasileira, ainda mais entre aquelas com a renda mais baixa. Os transportes podem comprometer até 30% dos ganhos de um brasileiro.

Se não dá para escapar dos aumentos, é possível pelo menos minimizar ou adiar o peso no bolso.

Uma dica é comprar os créditos antes do reajuste.

Mas atenção: se o sistema debita do cartão de transporte por viagem, vale a pena, afinal já está comprada esta viagem. É o caso do Bilhete Único nos ônibus municipais da capital paulista (SPTrans), trens e metrô.

Porém, se o débito do saldo for de acordo com o valor da passagem, não vale a pena porque vai descontar o que é cobrado no momento de passar a catraca. É o caso do Cartão TOP nos ônibus intermunicipais da Grande São Paulo.

Observe também a validade dos créditos pelo desconto do valor comprado antes do reajuste.

No caso do Bilhete Único de São Paulo, se a compra for feita até o dia anterior à data do aumento, vai ser descontado pelo valor sem reajuste por seis meses.

Mas no caso de alguns bilhetes municipais de cidades vizinhas a capital, como no ABC e em regiões como Osasco, Guarulhos e Mogi das Cruzes, por exemplo, este período de desconto pelo valor sem reajuste é de um mês apenas após a data do aumento.

Se a cidade ou sistema de transportes tiver modalidades específicas como “Fidelidade”, “24 Horas”, “Semanal”, “Mensal”, etc; pode ser interessante.

Aí, é necessário fazer contas. Veja qual sua frequência de uso do transporte e se oi desconto vale a pena.

Um exemplo. Já com aumento, a modalidade Mensal do Bilhete Único dos ônibus da cidade de São Paulo vai para R$ 257,53. A taifa comum unitária, já com aumento, vai para R$ 5,30. Então divida R$ 257,53 por R$ 5,30. Isso dá 48,59…Ou seja, vale a pena a modalidade mensal, caso você passar pela catraca 49 vezes ou mais por mês. Considerando um dia “normal” que, em média a pessoa passa duas vezes, ida e volta, são 20 dias no mês, praticamente, uma semana de segunda-feira a sexta-feira. Se você faz a escala 6 por 1, por exemplo, e trabalha de sábado, ou usa o ônibus outras ocasiões no dia, como para compras, tratamento médico, atividades religiosas, passeios, etc, vale a pena o Mensal.

Planeja a viagem é outra dica legal. É possível definir rotas que aproveitem melhor as integrações possíveis.

CONFIRA OS VALORES DA CAPITAL E METROPOLITANO JÁ COM REAJUSTES E AS INTEGRAÇÕES:

A partir de 06 de janeiro de 2026, andar de metrô, trem, monotrilho e ônibus intermunicipais metropolitanos fica mais caro na Grande São Paulo. Também aumenta o valor da passagem dos ônibus municipais da capital paulista.

No caso da tarifa básica do sistema de trilhos, o valor passa de R$ 5,20 para R$ 5,40 e dos ônibus municipais gerenciados pela SPTrans (São Paulo Transporte) passa de R$ 5 para R$ 5,30.

Carregar antes do aumento garante valor sem reajuste por seis meses

Mas atenção, também haverá reajuste nas tarifas integradas entre ônibus municipais da capital paulista e o sistema de trilhos, no vale-transporte pago aos trabalhadores pelos empregadores e as modalidades temporais do Bilhete Único, como “Mensal”, por exemplo.

No caso da integração entre ônibus e trilhos, o valor passa para R$ 9,38.

O Vale-Transporte dos trabalhadores vai de R$ 5,49 para R$ 5,82 no caso de uso somente nos ônibus do sistema da SPTrans.

Já o Vale-Transporte Integrado entre Trilhos e Ônibus passa a ser de R$ 11,32.

O Bilhete Único Mensal com uso somente nos ônibus passa de R$ 242,95 para R$ 257,53. Com uso somente nos trilhos o valor irá para R$ 262,43 e, no caso da integração Ônibus e Trilhos, vai para R$ 411,13

Também há aumentos no valor básico e integrado nas modalidades 24 h e semanal dos bilhetes (ver tabelas abaixo)

O Bilhete do Madrugador, que é para quem usa trens das 4h às 5h35; e o metrô e monotrilho de 4h40 às 6h15, passa para R$ 4,78 na modalidade comum; R$ 5,30 para o vale-transporte e R$ 120,18, integrado.

Os bilhetes fidelidades de oito, 20 e 50 viagens ficam mais caros também, indo para R$ 40; R$ 97,20 e R$ 234.

Os ônibus metropolitanos, assim como os trólebus do Corredor Metropolitano ABD, também ficam mais caros, na ordem de 3,85%. Os valores variam de acordo com as linhas

VEJA AS TABELAS:



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