Roger Machado foi anunciado e já apresentado como novo técnico do São Paulo nesta terça-feira (10), conheceu o elenco e se prepara para estrear nesta quinta (12), em partida contra a Chapecoense, no Canindé, pela 5ª rodada do Brasileirão.
Ao contrário do que costuma acontecer, com o novo treinador recebendo o apoio da torcida, o início de trabalho de Roger não deve ser assim, já que a saída do antecessor Hernán Crespo não caiu tão bem entre os torcedores, que também rejeitaram a escolha do substituto.
Além disso, o Tricolor, em grave crise financeira, vem tentando diminuir os seus custos e isso pode impactar diretamente no trabalho de Roger. Com as saídas de Alisson, para o Fluminense, e Ferraresi, para o Botafogo, o clube terá uma economia de cerca de R$ 9,5 milhões por ano. Como estão emprestados, eles podem render algum dinheiro caso enfrentem o São Paulo ao longo da temporada.
Apesar dessa economia, o departamento financeiro do São Paulo ainda quer uma diminuição de mais R$ 35 milhões anuais na folha de pagamento.
Essa cobrança tem pressionado o futebol e criado uma situação ruim, pois o time há dois anos já não gasta nada com contratações de jogadores. Se diminuir esse valor todo da folha salarial, o pensamento de quem comanda o futebol é de que o clube vai perder qualquer tipo de competitividade, e o sentimento é de que, se houver mais cortes, o Tricolor só vai brigar para não cair e estar na parte intermediária da tabela.
Em contato com a reportagem, uma fonte classificou essa possibilidade como “absurda e incompatível com um clube como São Paulo”.


