Publicado em: 27 de março de 2026

Empresas de ônibus avaliam alternativas de descarbonização enquanto enfrentam custos elevados e desafios estruturais
ARTHUR FERRARI
As empresas de ônibus de Curitiba devem testar diversas tecnologias de descarbonização disponíveis no mercado com o objetivo de alcançar a meta de zero emissões no transporte coletivo. A informação foi apresentada durante encontro realizado no Habitat Mobilidade da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, promovido pelo Instituto Brasileiro de Estudos Técnicos Avançados (Ibeta).
A vice-presidente da CWBUS, Sueli Gulin Calabrese, afirmou que o setor busca alternativas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental do transporte coletivo. “O mundo não aceita mais que não se olhe para a questão da sustentabilidade”, afirmou Sueli. “Curitiba sempre foi referência em transporte coletivo e estamos abertos a todas as tecnologias que tragam zero emissões no sistema para continuarmos na vanguarda”, completou ela.
Durante o encontro, a dirigente também comentou sobre a implantação dos ônibus elétricos na capital paranaense. Segundo ela, o processo levou aproximadamente dois anos e envolveu testes com veículos elétricos, avaliação do consumo de energia nas garagens e análise da aceitação por parte dos passageiros. Após essa etapa, os ônibus elétricos começaram a operar oficialmente em 15 de julho de 2024.
Apesar do avanço, a vice-presidente apontou desafios para a ampliação da descarbonização no sistema. Entre os principais fatores estão o custo de aquisição dos veículos, que pode ser cerca de três vezes superior ao de um ônibus a diesel, além de limitações de infraestrutura e ausência de políticas públicas específicas voltadas ao setor.
O painel também contou com a participação do diretor comercial da Agrale, Edson Ares Sixto Martins. A mediação foi realizada por Fábio Siebert, conselheiro do Ibeta.
O encontro reuniu representantes do setor de mobilidade e discutiu alternativas tecnológicas e desafios para a descarbonização do transporte coletivo urbano, tema que vem ganhando relevância nas políticas públicas e nos sistemas de transporte das cidades brasileiras.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


