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Eletra/Caio amplia a liderança no mercado de ônibus elétricos e responde por 60% dos emplacamentos do primeiro bimestre


Em seguida aparecem BYD e Marcopolo. Empresa de São Bernardo do Campo (SP) prepara lançamentos para 2026

ADAMO BAZANI

Os ônibus elétricos de fabricação 100% nacional com tecnologia da Eletra, de São Bernardo do Campo (SP), e carrocerias Caio, de Botucatu (SP), ampliaram a liderança no mercado de veículos de transportes coletivos não poluentes.

A informação é da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos, entidade que reúne concessionárias e representantes, que nesta quarta-feira, 04 de março de 2026, divulgou o balanço de emplacamentos do primeiro bimestre do ano.

De acordo com a federação, em janeiro e fevereiro de 2026, foram emplacados 91 ônibus elétricos no Brasil.

Deste total, ainda segundo a Fenabrave, 52 unidades, ou 57,14%, foram os veículos Eletra/Caio.

Somente no mês de fevereiro de 2026, foram 83 ônibus elétricos de diversas marcas emplacados no Brasil. Deste total, 50 são Eletra/Caio, o que representa 60,24% de todo o mercado.

No acumulado do ano, entre todas as marcas, o mercado de elétricos retraiu 31,58% em comparação com o primeiro bimestre de 2025, quando foram emplacados 133 coletivos não poluentes.

Mas, fevereiro de 2026 registou alta de 418,75% em comparação com as 16 unidades de fevereiro de 2025. Já em relação aos oito ônibus elétricos emplacados em janeiro de 2026, a alta de fevereiro, de acordo com a Fenabrave foi de 937,5%.

A diretora-presidente da Eletra Industrial, Milena Braga Romano, vêm com otimismo o ano de 2026 para a eletromobilidade. A executiva explica que os resultados da Fernabrave reforçam a preferência por veículos de tecnologia brasileira.

“O operador e o gestor de transportes se sentem mais seguros ao optarem por modelos de tecnologia nacional, isso porque, somente os ônibus desenvolvidos no Brasil têm capacidade de atender às reais necessidades das operações pelas diversas cidades que têm realidades diferentes e uma assistência técnica presente e próxima. Com a ampliação de linhas e recursos como do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade e com todo o apoio técnico que o Ministério das Cidades têm dado aos municípios, não tenho dúvidas de que 2026 será o Ano da Eletromobilidade Brasileira” – disse Milena.

A diretora comercial da Eletra, Ieda Oliviera, revela que a marca prepara novidades para o ano.

“Teremos lançamentos, a consolidação de investimentos em nossa planta de São Bernardo do Campos (SP) e as boas notícias aguardadas pelo mercado como um todo vamos tornar realidade. A Eletra é a única a oferecer tecnologia 100% nacional com todo um trabalho de consultoria, com o Eletra Consult, que vai desde antes da compra até a capacitação dos funcionários do operador. Além disso, não há no mercado nacional ônibus elétricos com a vasta possibilidade de personalizações como os modelos da Eletra” – disse.

A Eletra está presente, além da capital paulista, onde lidera maior frota de ônibus elétricos do Brasil, em sistemas como de São José dos Campos (SP), Belém (PA), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), entre outros.

Ainda de acordo com a Fenabrave, aparece em segundo lugar, no mês de fevereiro e no acumulado do primeiro bimestre, a BYD, empresa chinesa que tem planta em Campinas, no interior de São Paulo. Foram, neste ano de 2026, 22 unidades, sendo 24,18% de participação no mercado.

A fabricante, que é uma das líderes mundiais em ônibus elétricos, têm expandido a atuação no Brasil e tem trazido novidades, como as baterias do tipo Blade, mais finas, leves e com maior autonomia que equipam, além de modelos elétricos já conhecidos, como o Attivi, da Marcopolo, e o E-Millennium, da Caio; lançamentos, a exemplo do “superarticulado” Millennium BRT, da Caio, que vai compor a frota dos corredores verdes, da capital paulista, e do Horizon, que marca a estreia da fabricante parananse Mascarello na eletromobilidade como produção em série.

Em terceiro lugar, com 12 unidades no bimestre e 13,19% de mercado, aparece a Marcopolo, com o modelo de tecnologia integral Attivvi.

Além desta versão, o Attivi também pode encaroçar outras tecnologias e chassis montados no Brasil, como Mercedes-Benz, Scania, Volvo, Volkswagen e BYD, por exemplo.

O número da Fenabrave sobre a Marcopolo se refere a apenas o modelo Attivi Integral.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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