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Gestão Tarcísio divulga previsões de leilões de metrô de São Paulo para o segundo semestre de 2026 abrindo margem para conceder linhas atuais


Desenho permite a possibilidade de criar blocos de concessão combinando as linhas de operação estatal 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15 (monotrilho) com as demais projetadas, o que é estudado pelo Banco Mundial

ADAMO BAZANI

Colaborou Arthur Ferrari

A gestão do Governador Tarcísio de Freitas divulgou, por meio da SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), os planos de concessão de linhas de metrô de São Paulo, com início de leilões já no segundo semestre de 2026.

De acordo com o documento oficial da pasta, a previsão é de assinatura dos contratos até o fim de 2026. As audiências públicas devem ser abertas neste primeiro semestre de 2026 com a publicação dos editais no início do segundo semestre.

A estimativa do projeto, ainda segundo a divulgação oficial da SPI, é de R$ 90 bilhões em investimentos priorizando três novas linhas; o que resultaria em mais 75 km de trilhos na rede metroviária.

As linhas são:

19-Celeste (Bosque Maia, no centro de Guarulhos, ao Anhangabaú, no centro de São Paulo. Com 17,6 km de extensão e 15 estações)

20-Rosa (Zona oeste de São Paulo -Santa Marina/Lapa – ao ABC Paulista (Santo André – Terminal de Ônibus). Com cerca 33 km de extensão e 24 estações.

22-Marrom (Sumaré – capital paulista – a cidade de Cotia).  Com 29 quilômetros de extensão e 19 estações

O desenho apresentado pela SPI abre a possibilidade de criação de blocos de concessão com as linhas atuais de operação estatal.

Linha 1‑Azul com 20‑Rosa,

Linha 2‑Verde e 15‑Prata (monotrilho) – contando as expansões – com 22‑Marrom

Linha 3‑Vermelha com 19‑Celeste

Não se tratam apenas de integrações de linhas, mas incorporações das linhas nos novos contratos, seja neste momento ou após mesmo as concessões iniciais.

Não há ainda definição sobre os blocos de concessão entre as linhas públicas e privadas, mas o modelo é considerado nos estudos do International Finance Corporation (IFC) do Banco Mundial.

Do ponto de vista de atratividade de mercado, equilíbrio econômico para as concessões e de redução de custos, a formação de blocos é vista por técnicos do IFC e da SPI como um modelo que pode ser interessante.

A lógica já está sendo aplicada com as concessões das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A linha 7-Rubi foi concedida num bloco junto com o Trem Intercidades São Paulo x Campinas. As linhas 11-Coral,  12-Safira e 13-Jade também foram concedidas em bloco e a linha 10-Turquesa (a única estatal) deve ser leiloada junto com a concessão para a construção da Linha 14-Ônix, que atenderá a zona leste de São Paulo, Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo, por meio de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Nas “Informações do Projeto” sobre as concessões de 2026, em sua página oficial, a SPI diz que as concessões devem ser de 30 anos, no modelo de PPP (Parceria Público Privada).

Veja o texto original da SPI:

A ampliação da rede de metrô de São Paulo é um dos projetos qualificados no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). Ele inclui a implementação das Linhas 19-Celeste, 20-Rosa e 22-Marrom de metrô. Por meio de parceria público-privada (PPP), o projeto prevê serviços de expansão, operação e manutenção de linhas associados à avaliação de estratégias para participação do setor privado. O ativo vai expandir a capacidade de atendimento do sistema metroviário na Região Metropolitana de São Paulo. Atualmente, o Metrô conta com 101,1 km de linhas de trilhos já existentes e 35,8 km de extensões de linhas consideradas prioritárias.

O projeto da Linha 19 prevê a ligação da Linha 3-Vermelha à cidade de Guarulhos e terá 15,8 km de extensão e 15 estações. Já a Linha 20 fará a ligação entre a região da Lapa e Santo André, incluindo 30 km de extensão e 24 estações. E a Linha 22 terá 19 estações distribuídas entre as cidades de São Paulo, Osasco e Cotia, com extensão de 29 km.

Os estudos estão sendo realizado pela International Finance Corporation (IFC) do Banco Mundial, que é a maior instituição global, sendo referência no desenvolvimento de projetos voltados ao setor privado em mercados emergentes para melhoria da prestação de serviços públicos.

O Diário do Transporte já havia noticiado que uma das intenções da gestão do governador Tarcísio de Freitas é transformar o Metrô de São Paulo numa empresa gerenciadora e prestadora de consultoria, inclusive para apoios em projetos de outros estados.

A proposta de ampliar a participação do Metrô de São Paulo em consultorias, entretanto, vem bem de antes da gestão Tarcísio, e em abril de 2019, o Diário do Transporte noticiava que a estatal já divulgava sua participação em implantação de projetos, estudos de mobilidade, em engenharia de manutenção e gestão de sistemas de transportes.

Relembre:

Como noticiou a reportagem em 22 de março de 2019, ao sancionar o Projeto de Lei que autoriza o Poder Executivo a instituir a Política Estadual de Mobilidade Metropolitana, o então governador João Doria inseriu um artigo que autoriza a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô a criar subsidiárias e participar do capital social de empresas privadas. A Lei autoriza ainda o Metrô de SP a alienar as ações que detenha em subsidiárias e empresas privadas.

Isso significa, por exemplo, que a o Metrô de SP poderá se associar a empresas do segmento que atuam no sistema, como concessionárias privadas de operação e manutenção de linhas metroviárias. As consultorias e prestações de serviço de apoio a projetos estão entre as possibilidades previstas pelo artigo.

Relembre:

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Fonte

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