Publicado em: 28 de fevereiro de 2026

Treinamento reúne cerca de 200 profissionais do sistema Move Metropolitano na Região Metropolitana de Belo Horizonte e reforça aplicação da Lei Brasileira de Inclusão
ALEXANDRE PELEGI
O Governo de Minas Gerais realizou nesta semana treinamento voltado a operadores do transporte coletivo metropolitano com foco no atendimento a pessoas com deficiência. A capacitação foi promovida pelas Secretarias de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram).
A iniciativa contemplou cerca de 200 profissionais que atuam em estações e terminais do sistema Move Metropolitano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O conteúdo abordou direitos da pessoa com deficiência, atendimento humanizado e aplicação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).
O treinamento foi conduzido por Wesley Barbosa Severino, especialista em políticas públicas de inclusão. Segundo ele, o objetivo é estimular uma mudança de percepção por parte dos operadores, ampliando a empatia no atendimento a passageiros com deficiência e mobilidade reduzida.
De acordo com a Seinfra, a expectativa é que os participantes atuem como multiplicadores nas empresas operadoras, difundindo o conteúdo entre colegas e contribuindo para a padronização do atendimento.
A programação incluiu atividades práticas realizadas no Terminal Metropolitano Bernardo Monteiro, com simulações voltadas à compreensão dos desafios enfrentados por pessoas com deficiência no uso do transporte coletivo.
A ação integra esforços do Estado para aprimorar a qualidade do serviço metropolitano, especialmente em relação à acessibilidade e ao cumprimento da legislação federal.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2022, indicam que aproximadamente 18,6 milhões de brasileiros com dois anos ou mais de idade possuem algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 8,9% da população nessa faixa etária.
O levantamento considera limitações de natureza visual, auditiva, motora e intelectual, em diferentes graus de intensidade. Os números reforçam a relevância de políticas públicas voltadas à acessibilidade e à qualificação do atendimento no transporte coletivo, especialmente em regiões metropolitanas de grande demanda.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes


