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Incentivo a indústria de trens no Brasil também pode abrir as portas para ampliar produção de ônibus elétricos por outras marcas


Em apresentação das instalações da chinesa CRRC, em, Araraquara (SP), Alckmin disse que fabricantes receberão financiamentos e apoios em terrenos e desapropriações

ADAMO BAZANI

A abertura das portas do Brasil para a indústria internacional de trens e de implementos metroferroviários também pode ampliar a produção de outros veículos e equipamentos voltados ao transporte público, como ônibus elétricos.

A avaliação é de técnicos do próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O intuito não é viabilizar importações ou montagens de veículos, que viriam para cá no formato de CKD, mas exigir produção local com níveis mínimos de peças nacionais, permitindo apenas a importação de itens que ainda não possuem fabricação em série no Brasil.

Em 25 de março de 2026, como mostrou o Diário do Transporte, durante a apresentação das instalações da chinesa CRRC, em Araraquara (SP), o vice-presidente e até então titular da pasta, Geraldo Alckmin, disse que fabricantes receberão financiamentos por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de apoios para aquisição de terrenos, contato com custeio até mesmo das desapropriações.

Relembre:

A CRRC é sócia do Grupo Comporte, gigante em ônibus, da família do fundador da GOL Linhas Aéreas na TIC Trens, concessionária do TIC (Trem Intercidades), entre a capital paulista e Campinas, no interior de São Paulo, e para renovação da frota da linha 7-Rubi, de trens metropolitanos.

Inicialmente, na planta de Araraquara (SP), que funcionará onde estava instalada a fábrica de carros da Hyundai, serão produzidos os trens para esta concessão.

Relembre:

A parceria entre o Grupo Comporte e a chinesa CRRC também viabilizou a compra de 90 ônibus elétricos pela Viação Piracicabana, companhia do conglomerado brasileiro, para o sistema de transportes do Distrito Federal, como mostrou o Diário do Transporte. Os veículos chegam ao DF em maio.

Relembre:

DIVERSAS MARCAS:

Além da própria CRRC, outras gigantes que atuam nas produções metroferroviárias também fazem ônibus elétricos e a hidrogênio.

A própria Hyundai, com o braço ferroviário Rotem, possui unidade dedicada a ônibus elétricos.

A Mitsubishi Electric BV fabrica trens, composições de metrô e pela Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corporation, da Daimler Truck, que, por sua vez, controla A Mercedes-Benz também tem forte atuação em ônibus elétricos.

A fabricante espanhola de trens CAF é proprietária da Solaris, com tecnologia de ônibus elétricos.

Não significa necessariamente que estas marcas se interessarão por plantas no Brasil, mas o Governo Federal sinalizou a disposição de, caso haja interesse, juntamente com o negócio metroferroviário, também incentivar o desenvolvimento local de ônibus elétricos a bateria e a hidrogênio.

O BNDES disponibilizou linhas de financiamentos que já somaram R$ 6,6 bilhões para ônibus elétricos e projeta mais ampliações de frotas. Várias licitações locais já pedem coletivos menos poluentes.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



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