Publicado em: 4 de abril de 2026

Sugestões devem ser enviadas até o dia 25 de abril de 2026. Prefeitura pretende implementar uma nova plataforma eletrônica de venda de bilhetes para o transporte público, com ampliação dos meios de pagamento disponíveis aos usuários
ADAMO BAZANI
A prefeitura de Porto Alegre (RS) abriu um período de consulta pública para implantar um novo sistema de bilhetagem eletrônica nas linhas de ônibus mais moderno que o atual.
As sugestões podem ser enviadas por internet até o dia 25 de abril de 2026. O link para o envio de ideias e também para conferir a proposta de edital de licitação é:
O modelo será por PPP (Parceria Público Privada) e a concessão do sistema de bilhetagem será de dez anos renováveis por semelhante período.
Segundo a prefeitura, o valor estimado do Contrato de Concessão na data-base de 1º de janeiro de 2026 é de R$ 97,8 milhões – R$ 97.861.545,64 (noventa e sete milhões, oitocentos e sessenta e um mil, quinhentos e quarenta e cinco reais e sessenta e quatro centavos). O critério de julgamento da licitação será o menor valor de contraprestação mensal, limitado a R$ 825 mil no primeiro ano de vigência.
O principal critério para determinar a empresa ou consórcio vencedor é o menor preço, mas não é o único.
Haverá um plano de transição entre a assinatura do contrato e a implantação total do sistema de forma gradual, mas que deve ocorrer em até 12 meses.
A prefeitura pretende implementar uma nova plataforma eletrônica de venda de bilhetes para o transporte público, com ampliação dos meios de pagamento disponíveis aos usuários — incluindo cartão de crédito e débito —, mecanismos de prevenção a fraudes, como biometria facial, serviços de computação em nuvem para armazenamento de dados, entre outros avanços tecnológicos.

“O lançamento da consulta pública é uma etapa fundamental para que a Capital avance na construção de um sistema de bilhetagem mais moderno, transparente e alinhado às melhores práticas. Queremos ouvir a sociedade para definir um modelo que amplie os meios de pagamento, incorpore novas tecnologias e, principalmente, estabeleça regras mais claras para gestão, fiscalização e arrecadação, trazendo mais segurança e confiabilidade ao sistema”, destacou, em nota, o secretário de Mobilidade Urbana, Adão de Castro Júnior.
“Estamos preparando a cidade para o futuro da mobilidade, com uma plataforma que permita integração entre diferentes modais de transporte, especialmente com a rede metropolitana e a Trensurb. Trata-se de um passo estratégico para qualificar o transporte coletivo, melhorar a experiência do usuário e tornar o sistema mais eficiente e sustentável”, conclui o secretário.
Segundo a prefeitura, a estruturação da PPP é conduzida pelas secretarias municipais de Mobilidade Urbana e de Parcerias, com apoio técnico da Fundação Getulio Vargas. A medida atende à Lei Complementar Municipal nº 808/2016, que determina que as concessionárias do transporte público transfiram a gestão e a administração da bilhetagem eletrônica ao Executivo Municipal.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


