Publicado em: 25 de fevereiro de 2026

Modelo provisório continua em vigor mais de uma década depois do lançamento do edital que previa R$ 15 bilhões em investimentos
ARTHUR FERRARI
Mais uma vez foi postergada a conclusão da licitação que deveria estabelecer contratos formais para a operação das linhas de ônibus da Região Metropolitana do Recife (PE). A decisão do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) mantém o sistema sem concessões definitivas, com regras consolidadas de metas e obrigações para as empresas responsáveis pelo serviço.
A concorrência foi aberta em 2013, durante a gestão do então governador Eduardo Campos (PSB). Desde então, o procedimento não foi finalizado. Na administração da governadora Raquel Lyra (PSD), o certame já sofreu dois adiamentos e, até o momento, não há cronograma anunciado para retomada.
Sem a formalização contratual por meio de concessão, diversas linhas seguem sob regime de permissão, modelo considerado mais frágil do ponto de vista jurídico e operacional. Nessa condição, as empresas atuam sem contratos resultantes de licitação concluída.
A indefinição ocorre enquanto passageiros relatam dificuldades cotidianas, como atrasos frequentes, veículos lotados e problemas de conservação da frota.
Quando foi apresentado, o projeto previa reorganizar completamente o transporte metropolitano, com estimativa de R$ 15 bilhões em aportes e divisão da rede em sete áreas operacionais. Entretanto, apenas dois lotes avançaram até a assinatura de contratos, ainda em 2013.
Naquele ano, as empresas Conorte e Metropolitana assumiram, respectivamente, os corredores Norte-Sul — que liga Igarassu (PE) ao Centro do Recife (PE) por meio de BRT — e Leste-Oeste, conectando o bairro do Derby, na capital pernambucana, a Camaragibe (PE).
Mais de dez anos após o lançamento da proposta de reestruturação, o sistema permanece sem definição ampla das concessões e sem data estabelecida para uma nova etapa do processo.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte


