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Licitação do transporte coletivo na Grande Recife (PE) é adiada novamente


Foto: Carlos Henrique/Ônibus Brasil

Modelo provisório continua em vigor mais de uma década depois do lançamento do edital que previa R$ 15 bilhões em investimentos

ARTHUR FERRARI

Mais uma vez foi postergada a conclusão da licitação que deveria estabelecer contratos formais para a operação das linhas de ônibus da Região Metropolitana do Recife (PE). A decisão do Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) mantém o sistema sem concessões definitivas, com regras consolidadas de metas e obrigações para as empresas responsáveis pelo serviço.

A concorrência foi aberta em 2013, durante a gestão do então governador Eduardo Campos (PSB). Desde então, o procedimento não foi finalizado. Na administração da governadora Raquel Lyra (PSD), o certame já sofreu dois adiamentos e, até o momento, não há cronograma anunciado para retomada.

Sem a formalização contratual por meio de concessão, diversas linhas seguem sob regime de permissão, modelo considerado mais frágil do ponto de vista jurídico e operacional. Nessa condição, as empresas atuam sem contratos resultantes de licitação concluída.

A indefinição ocorre enquanto passageiros relatam dificuldades cotidianas, como atrasos frequentes, veículos lotados e problemas de conservação da frota.

Quando foi apresentado, o projeto previa reorganizar completamente o transporte metropolitano, com estimativa de R$ 15 bilhões em aportes e divisão da rede em sete áreas operacionais. Entretanto, apenas dois lotes avançaram até a assinatura de contratos, ainda em 2013.

Naquele ano, as empresas Conorte e Metropolitana assumiram, respectivamente, os corredores Norte-Sul — que liga Igarassu (PE) ao Centro do Recife (PE) por meio de BRT — e Leste-Oeste, conectando o bairro do Derby, na capital pernambucana, a Camaragibe (PE).

Mais de dez anos após o lançamento da proposta de reestruturação, o sistema permanece sem definição ampla das concessões e sem data estabelecida para uma nova etapa do processo.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte



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