Publicado em: 24 de março de 2026

Projeto prevê novos túneis, duas estações e ampliação do atendimento na região metropolitana
YURI SENA
As obras de extensão da Linha 4-Amarela avançaram para uma nova etapa com o início das escavações nesta terça-feira, 24 de março de 2026. A intervenção marca a expansão do sistema metroviário em direção a Taboão da Serra, município que ainda não conta com atendimento direto por metrô.
O projeto contempla a construção de 3,3 quilômetros de túneis e duas novas estações. Nesta fase inicial, os trabalhos envolvem a instalação de canteiros, abertura de acessos técnicos e preparação das áreas onde serão executadas as estruturas subterrâneas. Ao todo, estão previstos sete pontos de obra ao longo do trajeto.
A iniciativa ocorre em um dos principais eixos de deslocamento entre a capital e a Região Metropolitana, onde há grande fluxo diário de passageiros. A expectativa é de que a ampliação contribua para redistribuir a demanda do transporte e reduzir a pressão sobre o sistema viário.
Segundo estimativas do projeto, cerca de 50 mil passageiros devem utilizar o novo trecho diariamente após a conclusão. Também há previsão de impacto no tráfego, com potencial redução no número de veículos em circulação na região.
Atualmente, aproximadamente 300 trabalhadores atuam nas obras, com previsão de aumento do efetivo ao longo das próximas etapas. A execução envolve diferentes frentes, incluindo engenharia, construção e acompanhamento técnico.
A escavação dos túneis será realizada com o uso do método NATM, técnica aplicada em obras subterrâneas que permite o avanço gradual com monitoramento contínuo das condições do solo.
As futuras estações devem contar com estruturas de acessibilidade, como elevadores e escadas rolantes, além de sistemas voltados à drenagem e eficiência energética. O projeto também prevê integração com outros modos de transporte, incluindo terminal de ônibus na estação final em Taboão da Serra.
Durante a execução, centros de atendimento foram implantados para prestar informações à população sobre o andamento das obras e possíveis impactos no entorno.
Yuri Sena, para o Diário do Transporte


